Novo regime

Polêmico, projeto de reforma da previdência de servidores de Curitiba é votado entre vereadores

Vereadores decidem tema sem segunda votação nesta terça-feira.
Foto: Arquivo/Tribuna do Paraná.

Os vereadores da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) voltam a discutir nesta terça-feira (26), a reforma da Previdência ao funcionalismo público da capital. A intenção da prefeitura é migrar do atual regime previdenciário de repartição (quando a contribuição dos funcionários da ativa custeiam o pagamento dos beneficiários) para o de capitalização (quando as contribuições do servidor custeiam sua própria aposentadoria). O tema é polêmico, pois prevê o aumento na idade mínima para a aposentadoria. Segundo a oposição, o projeto não tem detalhes. Para a votação em segundo turno, é necessária, a aprovação de ao menos 26 dos 38 vereadores.

+Viu essa? Curitiba fará repescagem nesta terça-feira. Veja quem pode tomar a vacina contra covid-19!

Para entender um pouco melhor do assunto, vale um resumo. As modificações se aplicam i sobre os artigos 91 e 94 da Lei Orgânica do Município (LOM), uma espécie de Constituição da cidade. Nesse caso, a prefeitura deseja fixar as novas idades mínimas de 62 e 65 anos, respectivamente, para homens e mulheres, com o redutor de 5 anos para professores, desde que comprovado o efetivo exercício das funções de magistério.

Ainda no artigo 91, o texto aponta que futura lei complementar irá detalhar os requisitos e critérios de concessão de aposentadoria e pensão por morte, bem como regras de transição de aposentadoria. Há a previsão que servidores com experiência em outros poderes públicos terão isso incorporado, para fins de aposentadoria, considerando os fatores do tempo de contribuição e do tempo de serviço.

+Leia mais! Árvore iluminada a pedaladas e voo de balão; Natal 2021 em Curitiba tem dezenas de atrações gratuitas

Já no artigo 94, a nova redação detalha a atuação do Previdência dos Servidores de Curitiba (IPMC) e formaliza na Lei Orgânica do Município, a figura do Regime de Previdência Complementar, criado com o chamado Plano de Recuperação de Curitiba, em 2017. É nesse item que o Executivo estabelece as bases para mudar a contribuição previdenciária recolhida por aposentados e pensionistas.

Vereadores divergem

Entre os vereadores, o tema gera divergências. “É como se a gente estivesse assinando um cheque em branco para o prefeito. As medidas são tomadas de cima para baixo e não há uma negociação mínima para que a gente possa estabelecer um consenso”, disse a vereadora Professora Josete (PT).

Já o líder do governo, vereador Pier Petruzziello (PTB), os detalhes serão apresentados em outro momento. “A reforma deve vir nos moldes do governo federal, com os moldes que o governo estadual já estabeleceu e sem nenhuma polêmica. É importante deixar claro ao servidor e para a população de Curitiba que isso que nós estamos fazendo é necessário, é um sistema que está muito prestes a explodir. A reforma será amplamente discutida por todas as comissões da câmara e por todos os vereadores”, disse o vereador.

Na primeira votação, no dia 13 de outubro, foram mais de 6h de discussão no plenário da CMC. O placar foi de 27 votos favoráveis e 9 contrários.

Afonso termina com Maria de Fátima
Vale Tudo ontem

Afonso termina com Maria de Fátima

César também termina com Maria de Fatima
Vale Tudo hoje

César também termina com Maria de Fatima

Grupos de WhatsApp da Tribuna
Receba Notícias no seu WhatsApp!
Receba as notícias do seu bairro e do seu time pelo WhatsApp.
Participe dos Grupos da Tribuna