Homens com mais de 35 anos querem manter o vigor sexual com o passar dos anos. No entanto, a maioria deles não busca acompanhamento médico. É o que aponta uma recente pesquisa inédita realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em parceria com a Bayer. Segundo dados do estudo, 58% dos homens de Curitiba nunca se consultou com um urologista. A culpa está na falta de motivos para uma visita ao especialista para 45% deles.

 A pesquisa, que foi realizada em oito cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Curitiba) com 3.200 entrevistados, ainda apontou que 62% dos curitibanos nunca ouviu falar de andropausa ou hipogonadismo – processo natural do organismo masculino, no qual, em muitos casos, há queda na produção de testosterona – e 78% sequer conhece os sintomas do problema que pode ocasionar a tão temida impotência sexual.

 Quando questionados sobre as razões pelas quais pode ocorrer queda nos níveis de testosterona, a falta de conhecimento persiste. Segundo 25% dos homens ouvidos, o problema está ligado ao excesso de trabalho e estresse do dia a dia. Apenas 20% entende que são as mudanças nos níveis hormonais que podem ocasionar a andropausa. 75% não sabe a diferença entre terapia de reposição hormonal e estimulante sexual.

 “É extremamente importante os homens visitarem um médico regularmente. Muitos sintomas não se manifestam prontamente e podem desencadear doenças mais graves. Dessa forma, há a possibilidade de uma detecção precoce e indicação do devido tratamento, evitando qualquer impacto na qualidade de vida do paciente”, alerta o Dr. Carlos Corradi, presidente nacional da SBU – Brasil.

 O mau desempenho na “hora H” afeta a autoestima de 42% dos entrevistados, 28% considera ter o relacionamento com a parceira prejudicado e 17% tem menor qualidade de saúde e bem-estar. A performance sexual, segundo dados da pesquisa, está ligada tanto ao receio de não ter ereção (33%) quanto de não satisfazer a parceira (32%).

 Um dado preocupante da pesquisa é sobre o uso recreativo ou sem prescrição de medicamentos para disfunção erétil: 54% dos entrevistados que utiliza essas substâncias o faz por meio da automedicação, recomendada por amigos, na farmácia ou por meio de informações encontradas na internet. É importante ressaltar os riscos da prática da automedicação.

 Na contramão do índice nacional, onde mais da metade dos homens entrevistados assumiu ter traído sua companheira/esposa, 66% dos curitibanos afirmou ser fiel à sua companheira. Em relação ao futuro, 45% dos entrevistados encara a velhice de forma positiva, ressaltando pontos como ter mais tempo para curtir a família (28%) ou se dedicar a um hobby (17%).

 “A obesidade e o diabetes somados à hipertensão e ao sedentarismo podem desencadear doenças cardiovasculares entre outros problemas de saúde, afetando a vida sexual dos homens”, alerta Dr. Roni de Carvalho Fernandes, presidente da SBU-SP e professor Assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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