Dois anos depois de perder a esposa por causas naturais e o filho assassinado, o pedreiro José Adnildo da Paixão, 42 anos, foi morto a tiros no Tatuquara, na noite de quinta-feira. Familiares e vizinhos garantem que ele não tinha inimizades e nunca recebeu ameaças. O motivo do assassinato é, portanto, um mistério a ser investigado pela Delegacia de Homicídios.

José saiu do trabalho e parou a Saveiro modelo antigo BLK-4840 em frente a um bar na Travessa Elizete Cardoso, Jardim Ludovica, para comprar cigarros, pouco depois das 19h. Ele retornou ao veículo, guardou quatro carteiras no porta luvas e estava com uma nas mãos quando um homem se aproximou em um Gol preto e atirou duas vezes contra o pedreiro.

A vítima caiu na rua e levou mais dois tiros entre a cabeça e as costas. O atirador fugiu sem ser identificado. Uma equipe do Siate foi até o local para tentar socorrer o pedreiro, mas ele não resistiu aos ferimentos.

José era pai de Anderson Messias da Paixão, 16 anos, que foi morto com oito tiros no final de agosto de 2010, na mesma vila. O jovem era usuário de drogas e pode ter sido assassinado por traficantes. Meses antes da morte do garoto, a esposa de José sofreu complicações em uma gravidez e morreu.

Segundo vizinhos, José passou a beber muito depois de perder as duas pessoas que mais amava, porém se recuperou com o passar do tempo e trabalhava normalmente a mais de seis meses. A polícia acredita que a probabilidade de que haja uma relação entre a morte do pedreiro e o homicídio do filho é pequena, já que dois anos se passaram entre os dois casos. A possibilidade, entretanto, não é descartada.