A concessionária Ecovia, que administra o trecho entre Curitiba e Paranaguá da BR-277, vai voltar a cobrar a tarifa cheia na praça de pedágio de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Com o fim do desconto, a tarifa do pedágio para carros passará de R$ 15,20 para R$ 21,70; as motocicletas, que pagavam R$ 7,60, passarão a pagar R$ 10,90; os ônibus de dois eixos vão de R$ 30,40 para R$ 43,40 e os caminhões de quatro eixos vão de R$ 50,80 para R$ 72,80 (ver tabela abaixo).

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A previsão é de que o valor sem o desconto de 30% volte a ser cobrado na próxima semana, entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro. A data exata para a retomada do valor total do pedágio depende do tráfego de veículos na estrada para que a concessionária alcance o valor de R$ 100 milhões a ser devolvido ao erário conforme o acordo de leniência com o Ministério Público Federal na Operação Lava Jato. O desconto vem sendo aplicado desde outubro de 2019.

Outras rodovias

Além da Ecovia, a Rodonorte e a Ecocataratas, que também administram rodovias no Paraná, participam do acordo. A redução no preço do pedágio seria uma forma de devolver ao usuário valores majorados no contrato por ação considerada criminosa entre as empresas e agentes públicos.

O desconto na Rodonorte vem sendo aplicado pela empresa desde 27 de abril de 2019. São R$ 20,5 milhões devolvidos por mês, em média, o que indicaria que os R$ 63 milhões restantes seriam descontados até o início de outubro. “Reforçamos que a concessionária fará uma comunicação prévia aos seus usuários sobre o fim da redução com, pelo menos, 15 (quinze) dias de antecedência à data prevista para término”, diz, em nota, a Rodonorte.

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A última concessionária a deixar de aplicar o desconto deverá ser a Ecocataratas, que administra a BR-277 entre Guarapuava e Foz do Iguaçu. Na rodovia que liga Guarapuava a Foz do Iguaçu, foram aplicados, até 31 de agosto, R$ 92 milhões em descontos tarifários por conta do acordo de leniência. A previsão é que a devolução dos R$ 28 milhões restantes se estenda até o final de novembro ou o início de dezembro, conforme a evolução do tráfego nos próximos meses.