A 43ª edição da Oficina de Música de Curitiba, que acontece de 7 a 18 de janeiro, prestará homenagem a quatro nomes importantes para a história do evento: Ingrid Müller Seraphim, Henriqueta Garcez Duarte, Roberto de Regina e Ricardo Kanji. Três concertos gratuitos no Solar da Glória celebrarão o legado desses pioneiros que ajudaram a consolidar o festival como um dos mais relevantes da América Latina.
Ingrid Seraphim, pianista e cravista de 95 anos, fundou e dirigiu o festival por quase duas décadas. Ela será homenageada no dia 11 de janeiro com um recital de música barroca apresentado por um grupo de músicos. Na mesma ocasião, será inaugurada a exposição “Senso de Lugar”, com obras de sua mãe e filhas.
Roberto de Regina, maestro e cravista falecido em 2025 aos 98 anos, receberá tributo no dia 14 de janeiro com um recital de obras de Johann Sebastian Bach. De Regina foi fundador e regente da Camerata Antiqua de Curitiba, tendo papel fundamental na difusão da música antiga no Brasil.
O centenário de Henriqueta Garcez Duarte, pianista falecida em 2020, será celebrado com um recital de piano no dia 16 de janeiro. O repertório inclui obras de compositores como Chopin, Debussy e Villa-Lobos, inspirado em uma gravação da própria Henriqueta de 1987.
Ricardo Kanji, flautista e regente que dirigiu a área de música antiga da Oficina entre 2002 e 2011, será lembrado em um concerto no dia 14 de janeiro na Capela da Glória. Um trio de flautas doces apresentará o repertório sob direção musical de Cesar Villavicencio.
Todos os concertos são gratuitos e abertos ao público, oferecendo uma oportunidade única de apreciar a música e homenagear figuras essenciais para a história da Oficina de Música de Curitiba.
