Após avistar um veículo que seguia pela Rua Cruz Machado, na tarde sexta-feira (21), com quatros homens em atitudes suspeitas, uma equipe da Guarda Municipal (GM) desconfiou e decidiu ir atrás para fazer uma abordagem. O carro foi seguido pelos guardas pelas ruas do centro da cidade e quando chegou à Rua Inácio Lustosa, o Fiat Palio com placas da cidade de Itapoá (SC), foi finalmente interceptado.

 Na averiguação os guardas descobriram que todos os ocupantes do carro, que não tiveram suas identidades divulgadas, possuíam antecedentes criminais, por envolvimento em crimes como sequestro e tráfico de drogas. Um deles, inclusive, utilizava uma tornozeleira eletrônica do sistema prisional, dispositivo usado para controlar os horários e a localização de condenados que têm direito a cumprir suas penas fora da prisão.

 Para ajudar na revista ao veiculo, uma equipe do Canil foi acionada. No interior do carro o cão da GM encontrou cerca de 70 gramas de maconha. Isto foi suficiente para prender um dos homens por tráfico de drogas. Os demais foram encaminhados como suspeitos para o 3° Distrito Policial de Curitiba.

 Namorada em cana

Uma mulher, namorada de um dos ocupantes do carro chegou ao local enquanto eles estavam sendo abordados pelos guardas. Por já terem visto mensagens trocadas entre os homens e a moça, o guardas decidiram também verificar o celular dela. E para a surpresa dos agentes, entre as fotos salvas no dispositivo estavam imagens dela segurando uma arma, uma pistola 635, que em seguida, foi apreendida pelos guardas no apartamento da suspeita. Pelo porte ilegal de arma, ela também foi detida e encaminhada junto com “seus amigos” à mesma delegacia

 Mensagens suspeitas

No celular dos suspeitos ainda foram encontradas mensagens que intrigaram os GMs. Em um dos aparelhos havia conversas sobre um crime ocorrido na noite de quinta-feira (20), no centro da Curitiba, que culminou na morte de Bruno Leonardo Santos Pampuch.

 Segundo o GM Marco Rocha, nas mensagens os suspeitos comentavam o crime, que teria envolvido pessoas conhecidas do grupo.  “Um dos suspeitos mora no mesmo prédio, na Rua José Loureiro e pelo material encontrado no celular, eles podem ter informações ou até estar envolvidos neste caso”.

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