Pela primeira vez, desde que matou sua ex-mulher, com nove punhaladas, o vendedor Samuel Nísio, 47 anos, conhecido pelo apelido de “Samuca”, apresentou sua versão para o caso. Ontem, ele foi ouvido na 2.ª Vara do Tribunal do Júri, em audiência de instrução.

continua após a publicidade

Em lágrimas, disse estar profundamente arrependido por ter assassinado Karla D’Archanchy Antmann, 35, com quem tinha um filho de 10 anos. O crime foi cometido no saguão de um prédio de luxo, no Batel, em 21 de novembro do ano passado.

Nísio afirmou que procurou a ex-mulher, de quem estava separado havia 15 dias, para tentar convencê-la a reatar o casamento. Estava armado com um punhal que tinha ganhado da avó da vítima, e que mantinha dentro do carro como arma de defesa. “Eu pretendia me matar na frente dela, caso ela não me aceitasse de volta”, explicou.

Cabeça

continua após a publicidade

Mas na hora em que a vítima chegou ao prédio, ela o impediu de subir até o apartamento, e os dois conversaram em um cômodo atrás da portaria. De acordo com Nísio, ela disse que gostava de outra pessoa. “Perdi a cabeça e a noção do que estava fazendo”, justificou.

O acusado também afirmou que nunca maltratou ninguém e que sempre foi um homem honesto e trabalhador. Porém, se negou a responder sobre a agressão física registrada pela sua primeira ex-mulher.

continua após a publicidade

Na mesma audiência foi ouvido o porteiro do prédio, que ao escutar a discussão atacou Nísio com um extintor de incêndio, para fazê-lo parar de golpear a vítima. A audiência deveria encerrar a instrução, porém pela falta do laudo de perícia do local do crime, do Instituto de Criminalística, não foi possível o encerramento.