Com a academia fechada há mais de cinco meses em Curitiba, o lutador de boxe Edson Foreman tenta se recuperar da crise econômica, por causa do coronavírus. Mas, nos últimos dias, a situação ficou mais complicada. Isso porque a sua academia sofreu recentemente dois arrombamentos seguidos: o primeiro na madrugada de sábado (1º) e o segundo na madrugada de quinta-feira (5). O prejuízo, segundo avalia Foreman, chega próximo aos R$ 10 mil reais.

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No sábado, os suspeitos levaram uma televisão, fones de ouvido, luvas de boxe e as torneiras do banheiro. No segundo arrombamento, que aconteceu na quinta-feira, levaram notebook, microondas, frigobar, um computador e também um aparelho de telefone, e mais luvas de boxe e capacetes. “Se já estava difícil, por causa da pandemia, agora meus Deus do céu! Eu demorei uma década para comprar tudo, montar a academia e uma pessoa te leva tudo em minutos. Como é que o ser humano pode ser desse jeito? Não tem amor ao próximo”, lamenta o treinador.

Foreman registrou um boletim de ocorrência no 5º Distrito da Polícia Civil, no Bacacheri, que investiga o caso. Câmeras de segurança da vizinhança vão auxiliar na identificação dos suspeitos. Até a tarde desta sexta-feira, ninguém havia sido identificado. Por causa das torneiras levadas pelos suspeitos, o boxeador também vai arcar com o prejuízo do alagamento causado pela retirada das peças dos banheiros.

Vaquinha virtual

Diante da triste situação, Foreman tenta reverter o prejuízo como personal tranner na academia e dando aulas de boxe para alunos remotamente. Seus alunos e amigos também resolveram ajudar o boxeador e organizaram uma vaquinha virtual para arrecadar R$ 25 mil. Quem quiser doar um valor superior a R$ 300 ganha um mês de treinamento personal com o próprio Edson Foreman, a ser combinado quando a situação da pandemia melhorar.

Foreman é bicampeão paranaense de boxe, campeão paulista e campeão hispânico pela WBC. “O respeito que ele tem pelo esporte foi o que fez muito de nós nos apaixonarmos pelo boxe, além de ver o carinho com que ele ensina e cuida dos que, assim como ele, amam a modalidade, mas não podem manter financeiramente os treinos”, diz trecho do texto divulgado na campanha da vaquinha.

As doações podem ser feitas diretamente no site Vakinha Virtual. O pagamento pode ser feito por boleto, cartão de crédito ou PayPal. Até esta sexta-feira (7), 28 pessoas contribuíram com a campanha, que já arrecadou R$ 3.796.