A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) ouvirá, na próxima segunda-feira (6), o depoimento do vereador Lórens Nogueira (PP) no processo que pode resultar na cassação de seu mandato. A oitiva faz parte da fase de instrução conduzida pela Comissão Processante 1/26, que começou a ouvir testemunhas de acusação e defesa nesta quarta-feira (1º).

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O processo foi instaurado após o plenário aceitar, por unanimidade, a denúncia contra o parlamentar. Apenas o próprio vereador votou contra a abertura do processo.

A ação teve origem na operação deflagrada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), que investiga a suspeita de um esquema de rachadinha no gabinete do vereador. Com base nas investigações, a bancada do Partido Novo protocolou a denúncia na Câmara, posteriormente recebida pelo Legislativo.

Antes do depoimento do parlamentar, a comissão ouvirá 27 testemunhas entre esta quarta e quinta-feira (2). Desse total, 20 foram indicadas pela defesa e sete pela acusação. Cada testemunha tem até 30 minutos para prestar depoimento.

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O interrogatório de Lórens Nogueira será o último ato da fase de instrução. Assim como prevê a legislação, o vereador poderá exercer o direito de permanecer em silêncio, sem que isso represente prejuízo à sua defesa.

Nesta etapa do processo disciplinar, a comissão reúne provas, ouve testemunhas, analisa documentos e colhe o depoimento do vereador denunciado. Encerrada a instrução, acusação e defesa apresentam suas alegações finais. Em seguida, a Comissão Processante elabora um parecer recomendando ou não a cassação do mandato.

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A decisão final caberá ao plenário da Câmara Municipal. Para que o vereador perca o mandato, a recomendação da comissão deverá ser aprovada por, no mínimo, dois terços dos vereadores.

Entenda o caso

Segundo o Ministério Público, Lórens Nogueira é suspeito de reter parte dos salários de assessores parlamentares para benefício próprio, prática conhecida como rachadinha. As investigações apontam que o suposto esquema funcionaria desde o início do mandato do vereador, em 2025.

Durante a operação realizada em 27 de maio, foram apreendidos R$ 118 mil em dinheiro em espécie em endereços ligados ao parlamentar. O inquérito também reúne um vídeo que, de acordo com o MPPR, mostra o vereador recebendo dinheiro de uma servidora.

Na Câmara Municipal, o processo de cassação teve início em 1º de junho, após o recebimento da denúncia pelo plenário. Durante a tramitação, o vereador Mauro Bobato (PP) deixou a Comissão Processante após apresentar pedido de suspeição. A Câmara nomeou Meri Martins (Republicanos) para ocupar a vaga. Serginho do Posto (PSD) preside a Comissão Processante, que tem o vereador Da Costa (União).