Mais um caso de desaparecimento está sendo investigado pela Polícia Civil de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A jovem Renata Larissa dos Santos, 22, sumiu na noite do último domingo (27), por volta das 20h30, depois de sair de casa – no bairro São Dimas – para ir à uma farmácia próxima.

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Segundo a irmã da moça, Jocilea Espíndola, Renata Larissa estava em casa com a família na noite de domingo, quando começou a receber mensagens pelo celular. Depois de trocar alguns recados com alguém que a família não sabe quem é, a jovem avisou aos familiares que iria à uma farmácia próxima e que voltaria rapidamente, mas isso não aconteceu. A moça então, teria se dirigido ao portão do condomínio onde mora e entrado num carro, que saiu em direção ao fim da Rua Olímpio Cardoso, onde fica a residência. “Ela demorava pra voltar então começamos a telefonar mas não atendia. Ela também parou de responder mensagem. Aí começou a angústia”, conta.

De acordo com Jocilea, a preocupação maior veio por volta da 1h, quando a mãe de Renata Larissa, Elenice, recebeu em seu celular algumas mensagens indecifráveis, que continha letras aleatórias. “Não era ela falando. Aquilo não tinha sido escrito por ela”, afirma. Por meio de um aplicativo de rastreamento de celular, a família constatou que por volta das 3h da madrugada de segunda-feira, Renata Larissa teria passado por um ponto localizado próximo à uma indústria química, às margens da BR-376 – que liga Paraná e Santa Catarina – ainda no município de São José dos Pinhais, da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). “Nós fomos até lá pra tentar achá-la mas o lugar é ermo, só tem mato e nenhuma moradia”, revela.

Danielle Cristiny, amiga próxima da desaparecida, afirma que a jovem nunca ficou sem se comunicar por muito tempo, o que torna a situação ainda mais preocupante. “Ela nunca ficou sem dar notícias”, disse. Jocilea também estranha o comportamento. “Ela vive online. Eu até brinco com ela dizendo que ela nem dorme. A Larissa visualiza e responde na hora”, conta.

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Renata Larissa trabalha como instrutora num campo de airsoft de um shopping do bairro Alto Maracanã, perto de onde mora. A jovem pretende começar um curso de instrumentação cirúrgica ainda este ano, e em seu Facebook, várias postagens enaltecendo o serviço da PM, mostram que ela tem grande admiração pela carreira militar. Festeira, extrovertida e repleta de amigos, a jovem não tem namorado e, segundo a família, também não estaria se relacionando com ninguém.

Jocilea porém, revelou que alguns nomes do círculo de convivência de Larissa foram passados à polícia. “Nós suspeitamos de uma pessoa sim, mas fomos orientados a não citar nomes para não atrapalhar as investigações”, afirmou. Desesperados, os familiares da jovem solicitam ajuda nas redes sociais. “Ninguém viu nada mas insistimos em pedir qualquer informação que possa nos ajudar”, disse Jocilea.

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O caso segue sob investigação da Delegacia de Alto Maracanã que já instaurou inquérito e incluiu o nome da jovem na lista de desaparecidos do município. Em nota, a Polícia Civil informou que “as diligências estão em andamento e que o delgado responsável não passará mais detalhes para não atrapalhar o andamento das investigações”.

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Mesma idade, mesmo tipo físico, endereços muito próximos. Outro desaparecimento registrado há pouco tempo, no mesmo bairro, também é investigado na mesma delegacia que busca por Larissa. A estudante de direito, Andrielly Gonçalves, 22, foi vista pela última vez no dia 9 deste mês, depois de ter uma chamada de vídeo, na qual conversava com um amigo, interrompida. Imagens das câmeras de segurança do condomínio onde a jovem mora revelaram que, na mesma noite, ela deixou o prédio acompanhada do ex-marido, com quem tinha um relacionamento conturbado. Diogo Costa é soldado da Polícia Militar e principal suspeito do desaparecimento da moça.

Durante as investigações, alguns indícios do envolvimento de Diogo no crime fizeram com que a polícia decidisse afastá-lo do cargo. Além das imagens das câmeras de segurança, sangue foi encontrado no banco de trás do carro do PM, que agora permanece sob custódia em quartel, conforme protocolo da corporação. De acordo com a própria delegacia de Alto Maracanã, a possibilidade da jovem ser encontrada com vida é remota, porém essa chance ainda não foi descartada.

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