O Conselho de Administração do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC) aprovou nesta quinta-feira (12/2) ajustes na política de investimentos do Instituto para 2026. As mudanças foram necessárias devido a uma nova resolução do Conselho Monetário Nacional de 18/12, que estabeleceu novas regras para os regimes próprios de previdência (RPPS).
A resolução vinculou pela primeira vez os tipos de aplicações de recursos permitidos a cada RPPS ao seu nível de aderência no Pró-Gestão RPPS, programa de certificação do Ministério da Previdência Social. O IPMC está entre os 124 RPPS do Brasil no Nível II desse programa.
As alterações afetaram todos os cerca de 2.100 regimes de previdência do país. A política de investimentos original do IPMC havia sido aprovada em 16/12, dois dias antes da decisão do CMN, exigindo assim os ajustes atuais.
Governança e controle de riscos
A presidente do IPMC, Jocelaine Moraes de Souza, destacou que o Instituto já atende alguns aspectos valorizados na nova resolução, como práticas de gestão de riscos e uso de plataformas eletrônicas. O diretor financeiro Marcos Litz ressaltou que o IPMC possui modelo e controle de risco implantados, além de alçadas de aprovação para investimentos.
Jocelaine enfatizou que o IPMC trabalha para elevar seu nível no Pró-Gestão, cuja última certificação foi obtida em maio de 2025. A boa governança permite acesso a classes de ativos diferenciadas, segundo Litz.
Em 2025, o IPMC realizou 14 reuniões do Comitê de Investimentos, 4 do Conselho de Administração e 4 do Conselho Fiscal. O Instituto também fez 4 estudos de ALM (Asset Liability Management) no ano para gerenciar riscos considerando ativos e passivos futuros.
O IPMC encerrou 2025 com rentabilidade de 14,61% em seu patrimônio, superando a meta de 9,56%. O patrimônio total alcançou R$ 2,616 bilhões, partindo de R$ 2,180 bilhões no início do ano.



