Curitiba ganhou um novo espaço para o resgate e a adoção de animais. Inaugurado no início desta semana no CIC, o Centro de Referência para Animais em Situação de Risco (CRAR), da prefeitura de Curitiba, reúne cães e gatos vítimas de maus-tratos que foram resgatados e aguardam um novo lar. Apesar de recém-inaugurado, o local já chegou à sua capacidade máxima, o que levou a administração municipal a iniciar uma campanha de adoção permanente.

A chefe da Divisão de Monitoramento e Proteção Animal, Vivien Midori Morokawa, destaca que o objetivo do centro não é recolher qualquer animal, apenas aqueles que foram vítimas de maus-tratos. “Nós não temos condição de receber. Já estamos em nosso limite”, diz ela, ao justificar o motivo da campanha de incentivo à adoção.

Vivien explica que o centro abriga cerca de 40 animais, entre cães e gatos, que foram resgatados em ações de fiscalização e receberam tratamento depois disso.“É importante que haja rotatividade para que possamos atender às demandas. Se não tiver saída, não teremos como receber mais animais”, reforça.

A estratégia do CRAR é promover feiras permanentes para que as pessoas visitem os animais, inclusive durante os fins de semana. Além de conhecerem os bichinhos, os visitantes poderão tirar dúvidas sobre a adoção ou buscar orientações com um veterinário para escolher o animal que melhor se encaixa ao seu perfil. “Isso ajuda a saber qual cão vai se adaptar melhor a um apartamento ou na hora de dividir espaço com crianças ou outros bichos”, aponta Vivien. Todos os cães e gatos são castrados, vacinados e microchipados.

Para realizar a adoção, é preciso levar RG, CPF e comprovante de residência, além de assinar um termo de responsabilidade. O CRAR fica na Rua Lodovico Kaminski, 1381, nos fundos da Unidade de Vigilância de Zoonoses. O atendimento é feito todos os dias, das 9h às 12h e das 14h às 16h30.

Feira itinerante

Além do espaço do centro, as feiras de adoção também devem ser levadas para outros parques e praças de Curitiba, complementando as iniciativas bimestrais que a prefeitura já realiza.

De acordo com a chefe da Divisão de Monitoramento e Proteção Animal, a proposta é fazer com que essas feiras se tornem mensais e itinerantes, passando por outros espaços da cidade — incluindo nas regionais. “Até então, isso era feito apenas no Parque Barigui, mas quem mora um pouco mais longe não pode ir”, justifica. Embora ainda sem uma data definida, Vivien afirma que a intenção é fazer com que isso se torne realidade a partir de agosto.

Aumento na fiscalização

Apesar de resgatar apenas animais em situação de risco, o CRAR já abriga cães que foram vítimas de abandono. São animais que foram soltos próximos ao Zoológico Municipal e acolhidos por questões de segurança. “Aquela região é complicada, porque muita gente abandona os cachorros por lá. E eles podem entrar no local, criando um enorme risco por causa dos outros animais. Por isso, acabamos resgatando”, conta Vivien.

Para evitar que situações como essa continuem se repetindo, a prefeitura deve ampliar a fiscalização e o monitoramento na área. “Também é sempre bom lembrar que abandono de animais é crime”, salienta Vivien.