Segunda-feira fará quatro meses que Clara Romanoski, 76 anos, perdeu o braço ao ser atacada por um pitbull, no Pinheirinho. Pouco tempo depois do ataque, ela sofreu um derrame. Hoje, vive com a irmã, no Fanny. Ela não consegue falar, se alimenta por sonda, mas está lúcida. A residência onde ela morava foi demolida e a família pede privacidade. A irmã não quis se pronunciar sobre o ataque e a recuperação de Clara.
Em 2 de maio, Clara percebeu um filhote fugir da casa dos vizinhos da frente, na Rua Professor Julio Teodorico Guimarães, Vila Maria Angélica, Pinheirinho. Ela o resgatou e tentou colocá-lo dentro do terreno. Vizinhos tentaram alertá-la mas ela, com problemas de audição, não os ouviu e colocou o braço dentro da grade. O pitbull Razlem decepou o braço da idosa.
Ela socorrida, o braço, recuperado, mas não foi possível reimplantá-lo. Para recuperar o membro equipes da Polícia Militar e Guarda Municipal invadiram o terreno e mataram o cão.
Cães
Débora Eloisa Venâncio e a mãe, Inês do Rocio Mattoso, moravam com o casal de pitbulls e o filhote há um mês naquele endereço. Elas sofreram ameaças e perderam os três cães. Razlem, no dia do ataque. A fêmea, vítima de câncer, um mês depois. O filhote, pivô do ataque em maio, morreu no mês seguinte, envenenado. “Choro todos os dias, lembrando deles”, afirma Inês.
Elas resgataram alguns dos 18 cães que viviam na casa de Clara, conseguiram lares para parte deles, e adotaram um cachorro, batizado de Sid.
Débora afirma que os policiais deveriam ser melhor preparados. “Vi fotos de vizinhos com o braço da dona Clara no gramado para fora da casa. Não sei porque eles tiveram que entrar. Reviraram toda a minha casa, sem ninguém estar presente, em busca dos nossos documentos. Disseram que o Razlem morreu no cambão, quando a necropsia provou que ele foi morto a tiros”, lamenta Débora. A morte do cão ainda é investigada e acompanhada por organizações de proteção animal.
