A disputa por pontos de tráfico de drogas tem provocado uma rede de mortes, no Cajuru. A última vítima foi Delson de Miranda Santos, o “Índio”, 37 anos, morto a tiros na madrugada de ontem, na Vila Oficinas. Atingido por quatro disparos, ele tombou em frente a um sobrado, na Rua Estevão Ribeiro de Souza. Seu corpo só foi encontrado no início da manhã.

Vizinhos relataram que ouviram mais de 20 tiros, entre 3h e 4h de ontem. “Fomos informados que dois homens efetuaram os disparos, acompanhados de mais três pessoas”, disse o investigador Melo, da Delegacia de Homicídios.

Acuado em um beco, onde usuários e traficantes costumam se encontrar, Delson correu, mas foi atingido nas costas e, no caminho, tropeçou em uma casinha de cachorro, em frente ao sobrado.

No chão, entre algumas tábuas de madeira, a vítima não pôde se proteger e os matadores lhe deram mais dois tiros na cabeça e outro no peito. Sobrou até para o pequeno cachorro, que também morreu baleado. No local, a perícia recolheu oito cápsulas de pistola calibre 380.

Bocas

A polícia suspeita que o crime seja conseqüência de uma disputa por ponto de droga. “É possível que, recentemente, Delson estivesse chefiando um ponto de tráfico”, informou o investigador Melo.

“Apuramos que os autores seriam os mesmos que atiraram em Zé Maria, há duas semanas”, disse o policial, referindo-se ao atentado a José Maria Elias da Silva. Ele levou oito tiros e foi internado no Hospital do Trabalhador.

Zé Maria foi acusado de ter executado o chefe do tráfico das Moradias Cajuru, Lino José Claro, conhecido como “Lino Ceará”, 49 anos, em 16 de julho. Lino teria sido morto por vingança, pelo assassinato de Johny de Melo Machado, 22, na madrugada de 13 de julho. Johny, por sua vez, teria executado outro traficante, no Uberaba.