Dezenas de categorias devem aderir à greve geral convocada por centrais sindicais nessa sexta-feira (14). Em Curitiba e região, diversos serviços podem ser afetados pela paralisação, já que professores, bancários e servidores públicos confirmaram que vão aderir ao ato.

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Além disso, um grande ato deve ocorrer ainda pela manhã, com direito a uma passeata pela região central da cidade, o que deve impactar bastante o trânsito. A principal pauta dos manifestantes é a defesa da aposentadoria, da educação e da geração de empregos.

Quem vai parar

O setor da educação é um dos que aderiu em peso ao chamado das centrais. Professores da rede municipal, estadual e do ensino superior confirmaram a adesão à greve, o que deve deixar muita gente sem aula. Até mesmo as universidades particulares podem ser afetadas, já que o sindicato que representa os professores dessas instituições, o Sinpes, confirmou participação. A orientação é para que pais e alunos chequem com escolas e universidades para saber como está o funcionamento.

De acordo com o sindicato dos trabalhadores de instituições federais de ensino superior no estado, o Sinditest-PR, funcionários da UFPR, UTFPR e também do Hospital de Clínicas (HC) vão participar da greve. Segundo a coordenadora-geral do sindicato, Claudia Nardin, isso pode fazer com que os atendimentos no HC sejam reduzidos durante o dia. “O hospital não pode fechar. A lei determina que é obrigatório manter 30% do funcionamento. Então, o HC não vai ficar fechado, mas os atendimentos podem ficar mais demorados”, explica. “A adesão é individual e depende da decisão de cada trabalhador. Mas eles estão respaldados legalmente para participar da greve”.

O atendimento em agências bancárias é outro que também pode ser prejudicado. Bancários e funcionários decidiram pela paralisação em assembleia realizada na noite da última terça-feira, mas o sindicato responsável não confirma se as agências ficarão fechadas ao longo do dia. A possibilidade não está descartada, porém.

Já o sindicato que representa os policiais civis do Paraná, o Sinclapol, afirmou que fez a convocação para que seus profissionais participem das manifestações, mas destacou que, por defender pautas próprias diferentes dos demais sindicatos, vai concentrar seu ato apenas no período da manhã. Não foi informado o quanto isso vai afetar no atendimento das delegacias nesse período.

Ônibus fora

Por outro lado, o transporte público de Curitiba e região metropolitana não vai parar durante a greve. Motoristas e cobradores decidiram em assembleia que não vão aderir ao ato e, portanto, não haverá paralisação no serviço.

Atos programados

Além da paralisação em si, um grande ato está programado para acontecer na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, na capital, já a partir das 11h. De acordo com as centrais sindicais que coordenam a greve, a manifestação vai contar com a presença de diversas categorias como um ato unificado. A concentração será feita em frente ao Palácio Iguaçu. Na ocasião, servidores estaduais vão aproveitar para protestar em defesa de pautas locais.

Por volta das 13h30, o grupo deve seguir em caminhada pela região central de Curitiba em direção à Praça Santos Andrade para a realização de um novo ato. Não foi divulgada a expectativa de quantas pessoas são esperadas para participar dos protestos, mas a mobilização deve impactar significativamente o trânsito no Centro entre o fim da manhã e o início da tarde.

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