A fiscalização do EstaR em Curitiba não está sendo realizada nesta quarta-feira (27) por causa da greve de funcionários da Urbs e da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano-PR), iniciada nesta terça-feira (27). Segundo informações da assessoria de imprensa do Setran, todos os mais de 300 agentes da secretaria paralisaram suas atividades, afetando a fiscalização e o acompanhamento do trânsito. O serviço mais comprometido, no entanto, é a fiscalização do EstaR, já que o BPTran pode assumir outras fiscalizações e questões relacionadas ao tráfego de veículos nas vias da cidade.

A adesão à greve entre os funcionários ligados ao sindicato que trabalham na Urbs é pequena, segundo a própria empresa, responsável por gerenciar o sistema de transporte na capital. Por isso, todos os setores da empresa estão funcionando normalmente. O Sindiurbano-Pr, porém, afirma que 80% dos trabalhadores vinculados ao sindicato paralisaram suas atividades, tanto na Urbs como na Setran.

A greve foi aprovada porque os trabalhadores alegam terem recebido apenas 50% do salário no dia 25 de abril, além de ficarem sem o vale alimentação. Os trabalhadores em greve, todos pagos pela Urbs, alegam que o pagamento no dia 25 de cada mês é determinado por acordo coletivo.

A empresa, porém, se defende dizendo que o acordo estabelece apenas que o pagamento deve ser feito “preferencialmente” até o dia 25, mas que pode ser efetuado até o quinto dia útil do mês seguinte e, por isso, não há atraso. Segundo a empresa, a outra metade do salário deverá ser depositada nos próximos dias.

Com relação ao vale, a Urbs alega que ele foi depositado no dia 25, mas que a empresa responsável precisa de um ou dois dias para disponibilizar o valor para os trabalhadores, por isso ele estaria disponível apenas a partir desta quarta-feira (27). Segundo o presidente do Sindiurbano-PR, Valdir Aparecido Mestriner, ainda não há confirmação da disponibilização do vale nesta quarta-feira.

Justiça

A Urbs disse ainda que entrou com uma ação contra o sindicato, porque o prazo legal para notificação sobre a greve – de 72 horas – não foi respeitado. Além disso, a ação pede que a justiça determine que 80% da força de trabalho seja garantida durante a greve. Sobre a alegação do Sindiurbano que a notificação foi enviada no dia 18 de abril, a Urbs diz que a notificação dizia respeito a uma assembleia anterior e dizia apenas que haveria greve em caso de atraso de salário, sem data determinada.

O Sindiurbano também afirmou que vai entrar na Justiça contra a empresa. “A ação deve ser ajuizada hoje pedindo o cumprimento do que é estabelecido no acordo coletivo”, diz Mestriner.

Passeata

Os funcionários que aderiram à greve também fizeram uma passeata até a prefeitura na manhã desta quarta-feira (27). Segundo o presidente do Sindiurbano, os agentes da Urbs se reuniram por volta das 9 horas da manhã em frente à sede da empresa na Rodoferroviária e saíram depois das 10 horas rumo à prefeitura. “A intenção é buscar uma interlocução com a prefeitura para resolver o problema da falta de pagamento dos salários dos trabalhadores da Urbs”, diz Mestriner.