Curitiba vai mudar de bandeira laranja para amarela nesta terça-feira (18), mas o prefeito Rafael Greca (DEM) disparou o alerta pelas redes sociais de que a mudança não significa “plena normalidade” e que a luta contra o avanço da pandemia de novo coronavírus continua. Enquanto não surgir a vacina, o prefeito pede que população use a máscara, o álcool em gel e siga lavando as mãos. A postagem de Greca ocorreu no Facebook (veja abaixo) na tarde desta segunda-feira (17). 

A nova cor da bandeira flexibiliza as restrições de diversas atividades durante a pandemia. Segundo a prefeitura, na bandeira amarela os estabelecimentos de ensino e atividades de entretenimento seguem fechados. Já atividades comerciais, serviços, feiras, academias, escolas de natação, parques, shoppings, clubes, serviços de beleza deverão seguir protocolos presentes na resolução 01/20, publicada em abril.

Curitiba Contra Coronavírus – Bandeira Amarela

#BandeiraAmarela não é ainda a plena Normalidade. #CuritibaContraVirus é luta que continua.Só acaba com a Vacina. Tomamos a decisão de voltar ao Alerta Amarelo após o "Comitê Curitibano de Técnica e Ética Médica " constatar a queda de 20% no número de novos infectados e 20% de diminuição no número de Óbitos. Também foi verificada redução na #CadeiaDeTransmissão do Vírus: com o índice de replicabilidade que já foi de "1 para 4 pessoas" passar para menos de 1. Funcionou o bloqueio do vírus desenvolvido pela cooperação inteligente dos Curitibanos que atenderam os apelos da Saúde Pública. Isto somado às cautelas e provações de todos na #BandeiraLaranja. Quero agradecer, do fundo do meu coração de Prefeito, todos que colaboraram para este resultado. Sigamos cautelosos, distanciados, de máscara obrigatória, lavando as mãos, aplicando álcool em gel e álcool 70, e mantendo janelas abertas mesmo no frio. Quem puder #FiqueEmCasa , sobretudo os idosos e doentes crônicos. Ninguém se amontoe. #VivaCuritibaViva

Posted by Rafael Greca on Monday, August 17, 2020

Na postagem, o prefeito diz que tomou a decisão de voltar ao alerta amarelo após o “Comitê Curitibano de Técnica e Ética Médica ” constatar a queda de 20% no número de novos infectados e 20% de diminuição no número de óbitos. Ainda segundo Greca, também foi verificada redução na cadeia de transmissão do vírus. “O índice de replicabilidade que já foi de “1 para 4 pessoas” passou para menos de 1″, escreveu o prefeito.

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Mas a flexibilização não é motivo para festa. “Isso não quer dizer que tudo está permitido. Nós teremos que manter cautelas sanitárias e o álcool em gel, o lavar as mãos e a máscara serão nossos companheiros, até a vacina surgir”, explicou Greca, que aconselha quem puder a ficar em casa. “Sobretudo os idosos e doentes crônicos”.

Resolução 01/20 e Protocolo Sanitário e Social

Publicada em 16 de abril de 2020, a resolução 01/20 (confira a resolução na íntegra) prevê medidas de controle de controle à saúde da população. São elas:

  • Distanciamento social e uso de máscaras em espaços abertos ao público, ou de uso coletivo, bem como o uso de máscaras.Veja todas as orientações.
  • Estabelecimentos comerciais deverão, entre outras obrigações, manter espaçamento de uma pessoa a cada 9m²; distanciamento de 1,5 metro; marcações de posicionamento em filas; acesso único para entrada e saída com controle do número de pessoas; oferecer máscaras e álcool 70% aos funcionários, bem como na entrada. Veja todas as orientações.

Fatores que interferem na mudança para a bandeira amarela

Propagação da doença

  • Número de casos novos confirmados nos últimos sete dias em relação ao número de casos novos confirmados nos sete dias anteriores.
  • Número de internados por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em UTIs no dia em relação ao mesmo número de sete dias atrás.
  • Número de pacientes de covid-19 confirmados em leitos de UTI no dia em relação ao mesmo número de sete dias atrás.
  • Número de pacientes de covid-19 confirmados em leitos clínicos no dia em relação ao mesmo número de sete dias atrás.
  • Número de casos confirmados nos últimos sete dias para cada 100.000 habitantes.
  • Número de óbitos nos últimos sete dias para cada 100.000 habitantes.

Capacidade de atendimento

  • Número de leitos de UTI disponíveis para atender covid-19 no dia.
  • Número de leitos de UTI disponíveis para atender covid-19 no dia em relação ao mesmo número de sete dias atrás.
  • Número de leitos de enfermaria disponíveis para atender covid-19 no dia em relação ao mesmo número de sete dias atrás.