Vestido com roupas de policial civil, Márcio Lemes Junke, 36 anos, foi morto dentro do Bar do Robson, na Avenida 25 de Janeiro, no centro de Quatro Barras, por volta das 15h15 de ontem. O dono do bar, Robson Rodrigues de Freitas, 28, foi detido por investigadores do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e levado para exame no Instituto de Criminalística, no começo da noite. Existe a possibilidade de Márcio ter tentado extorquir o dono do bar, por causa de máquinas caça-níqueis.

Os investigadores do Cope contaram que passavam em frente ao bar e perceberam Robson carregando caça-níqueis de um carro estacionado para dentro do estabelecimento. Os investigadores se depararam com duas máquinas, uma sobre a mesa de bilhar e outra no chão, e encontraram no fundo do bar, o corpo de Márcio, com três tiros no peito e costas.

“Só estavam a vítima e o dono do comércio lá dentro. Quando perguntamos o que estava acontecendo, em cinco minutos ele nos contou três histórias diferentes. Robson não disse porque não chamou socorro. Ele estava mais preocupado em retirar as máquinas do carro do que chamar a polícia”, disse um dos investigadores do Cope.

Extorsão

Márcio usava uma camisa e um boné com a identificação da Polícia Civil e um distintivo da instituição. No entanto, ele não é policial. O carro de onde Robson tirava as máquinas pertencia a Márcio, o Astra placa ACL-1092. Uma das possibilidades para o motivo do crime é que Márcio, passando-se por policial, extorquiu o dono no comércio por causa dos caça-níqueis.

Havia sinais de luta corporal dentro do bar e um revólver foi encontrado no telhado da casa de Robson, atrás do boteco. Robson foi submetido ao exame de parafina em suas mãos, para a polícia saber se ele manuseou o revólver apreendido.