A fábrica da Renault em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi afetada pelo super ataque cibernético que tomou os sistemas de empresas e instituições de mais de 100 países na sexta-feira (12). De acordo com a assessoria da montadora no país, ainda não se sabe se os problemas percebidos no Brasil são consequência de um ataque direto aos sistemas locais ou da invasão sofrida pela unidade francesa. Por meio de nota, a assessoria da montadora informou que “um diagnóstico completo está sendo feito para colocar em prática as medidas apropriadas para o caso”.

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Não foram informadas as áreas da fábrica no Brasil afetadas pelos ataques cibernéticos. Na França, a montadora suspendeu a produção em várias unidades “para evitar a propagação do vírus”, informou a direção do grupo no país europeu. Não foi divulgada, contudo, uma lista das fábricas que tiveram as atividades suspensas. O porta-voz da Renault na França apenas confirmou a suspensão das atividades de uma unidade no Noroeste da França.

O Ministério Público de Paris abriu uma investigação por este ataque. A polícia francesa classificou de “particularmente perigosa” a forma como se propaga este “ransomware” – um vírus que bloqueia o computador e que exige um resgate, que deve ser pago em um prazo curto, para poder recuperar o controle do equipamento.

“Uma vez que a primeira máquina está infectada, se propaga ao conjunto da rede à qual está conectado, paralisando assim todos os computadores”, explicou a polícia francesa.

Confira a nota da assessoria da fábrica no Brasil:

O Grupo Renault confirma que foi impactado pelo ciberataque global que começou no final do dia 12, sexta-feira. Imediatamente, foram tomadas medidas proativas para impedir que o vírus se espalhasse e para proteger o Grupo. Um diagnóstico completo está sendo feito para colocar em prática as medidas apropriadas para o caso.