As exportações de Curitiba atingiram US$ 2,2 bilhões em 2025, um aumento de 18% em relação aos US$ 1,83 bilhão registrados em 2024, mesmo com as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Os dados foram apresentados pela Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento durante audiência pública na Câmara Municipal de Curitiba.
A Argentina foi o principal destino das exportações curitibanas em 2025, respondendo por 20% do total. Em seguida vieram Peru (14,9%), China (14,4%) e Chile (10,4%). Os Estados Unidos ficaram em quinto lugar, com 5,6% do total exportado, mantendo a mesma posição de 2024, apesar de uma queda de 24% no valor, que passou de US$ 163,1 milhões para US$ 123,1 milhões.
O crescimento nas exportações foi impulsionado principalmente por tratores (aumento de 25%, atingindo US$ 448 milhões), soja triturada (alta de 37%, chegando a US$ 323 milhões), veículos para transporte (crescimento de 15%, alcançando US$ 287 milhões) e energia (aumento de 42%, totalizando US$ 95 milhões).
Por outro lado, os segmentos mais afetados pela queda nas exportações para os Estados Unidos foram partes e acessórios de veículos, artigos ortopédicos, fios e cabos condutores, motores de pistão e obras de carpintaria para construção.
Curitiba registrou o terceiro melhor resultado da série histórica iniciada em 1997, ficando atrás apenas de 2022 (US$ 2,56 bilhões) e 2023 (US$ 2,63 bilhões). A expectativa é que a revogação do aumento das tarifas de importação pela Suprema Corte dos Estados Unidos possa contribuir para a retomada das vendas ao mercado americano em 2026.



