A empresária curitibana Elisa Ruppenthal, que protagonizou um desabafo que viralizou nas redes sociais, virou assunto novamente na internet nesta sexta-feira (10) após publicar um novo vídeo no Facebook em que recebe uma chamada de vídeo do presidente Jair Bolsonaro.

Em aproximadamente 4 minutos, a comerciante comenta que o vídeo anterior repercutiu em todo o país e também no exterior pois é autêntico e representa muitos empresários brasileiros durante a pandemia. Neste primeiro vídeo, a empresária conta que foi impedida de trabalhar dentro de sua loja por fiscais da prefeitura, mesmo com as portar fechadas.

LEIA TAMBÉMReclamação de comerciante com fiscalização em Curitiba viraliza e Greca rebate

No vídeo desta sexta-feira, a empresária mostra um trecho da ligação dela com o presidente. “Eu espero que a gente resolva essa situação, tua e de todo mundo pelo Brasil, para que a gente volte a normalidade o mais rapidamente possível. Tô te ligando para dizer que sou solidário e que to pedindo desculpas pela minha impotência”, afirma o presidente na ligação.

Elisa Ruppenthal, no vídeo gravado nesta sexta, que seu desabafo desafiava as autoridades mais próximas e pedia uma ajuda, uma resposta. “Eu tive o privilégio de receber o telefonema do presidente Jair Bolsonaro. Esse telefonema pode não ter resultado, muitas decisões, mas ele acalenta muito. Nós temos poder como pessoas, nossa voz tem poder e eu quero desafiar todos vocês a falarem, a colocarem para fora o que tá acontecendo”, finaliza.

Empresária recebeu fiscalização

O vídeo da empresária Elisa Rupppenthal viralizou nas redes sociais nesta quinta-feira (9). A comerciante do ramo de calçados e acessórios da região de Santa Felicidade em Curitiba, contou que foi impedida por fiscais da prefeitura de trabalhar dentro de uma de suas lojas com vendas pela internet e entregar. Em resposta, o prefeito Rafael Greca disse que empresária contrariou o decreto sanitário do governo do estado.

A empresária também explica que foi proibida pelos fiscais de manter a vitrine da loja aberta. A justificativa, segundo a fiscalização, é de que a vitrine poderia estar instigando as pessoas a comprar.

O próprio prefeito Rafael Greca respondeu as críticas da comerciante nos comentários do vídeo postado no Facebook. “A senhora estava com a loja aberta, a vitrine exposta, e estava atendendo dentro da loja. A senhora alegou ter e-commerce e foi orientada pela equipe a manter a loja fechada e vender só por e-commerce. Nem sequer foi notificada”, explicou o prefeito no comentário.