Servidores ligados ao Sindicato dos Servidores Públicos de Curitiba (Sismuc) cruzaram os braços nesta segunda-feira (18). Segundo a categoria, eles decidiram parar em defesa dos planos de carreira e contra a redução salarial, entre outros temas. Por volta das 9h30, porém, o clima esquentou no protesto feito por eles na Câmara e alguns servidores chegaram a invadir o prédio do legislativo a Municipal.

Aos gritos de “suspende”, Guardas Municipais tiveram que conter os ânimos dos servidores com escudos e gás de pimenta. A sessão plenária chegou a ser suspensa por alguns minutos, mas voltou instantes depois.

“Estamos aqui para barrar os projetos do Prefeito Rafael Greca que prejudicam os servidores. Os vereadores aprovaram em regime de urgência e queremos mostrar nossa indignação”, relatou Gabriel Conte, diretor do Sismuc. Três servidores chegaram a ser presos (dois da educação e outro administrativo) e os outros foram retirados do local sem maiores consequências.

A invasão

A sessão da Câmara Municipal começou sem a presença de público e até de assessores. Com o passar do tempo e com informações do que ocorria lá dentro, os manifestantes foram se mobilizando para invadir a sede. Já a Guarda Municipal que faz a segurança do imóvel também se mobilizava com o aumento do efetivo. Perto das 9h30, o objetivo foi atingido pelos servidores que entraram na base da força, mas em pouca quantidade. Agentes usaram escudos para evitar um invasão ainda maior e chegaram a recorrer ao gás de pimenta. “Os guardas recebem ordem para fazer isto, pois estamos lutando por eles também”, disse uma professora que pediu para não ter o nome citado. Segundo informações dos manifestantes, uma pessoa foi presa durante a invasão.

Além dos pontos acima citados, os servidores estão descontentes com a aprovação de um pacote, na Câmara Municipal de Curitiba, que promete atingir diretamente o funcionalismo municipal. Além da proposta de reajuste de 3,5%, estão no pacote um projeto que mantém suspensas até 31 de dezembro de 2021 promoções e implantação de novos planos de carreira; e uma proposta que reduz o número de servidores liberados para trabalhar em sindicatos. Veja mais obre a a aprovação do pacote de medidas na Câmara de Curitiba.

Pauta de reivindicações dos servidores municipais de Curitiba

*Descongelamento de todos planos de carreira com a realização das progressões e crescimentos em dezembro de 2019;
* Recomposição da inflação acumulada do período, conforme pauta protocolada;
*Manutenção do auxílio-transporte pago em pecúnia;
*Contratação via concurso público para recompor o déficit dos servidores em todas as áreas;
*Manutenção das carreiras públicas que o projeto de lei 005.00216.2019 pretende extinguir;
*Contra a terceirização das UPAs;
*Contra o Projeto de Lei 005.00217.2019 que ataca a organização sindical;
*Contra o fechamento das turmas de 6º a 9º ano.

E aí, prefeitura?

Apesar do protesto de servidores, a prefeitura de Curitiba informou, em nota, que o funcionamento das unidades municipais nesta segunda-feira (18) é praticamente normal. Nas áreas da Saúde, Defesa Social e Trânsito, Esporte, Lazer e Juventude, Urbanismo, Ação Social, Meio Ambiente, Segurança Alimentar e Nutricional o atendimento está sendo feito normalmente.

Na Educação, uma escola e um CMEI do total de 406 unidades não têm atendimento nesta manhã: o Centro Municipal de Educação Infantil Dr. Carlos Roberto Antunes dos Santos, no Umbará, e a Escola Municipal Dom Bosco, no bairro Cidade Industrial.

No fim de semana, o juiz Irajá Pigatto Ribeiro, concedeu tutela de urgência antecipada determinando que as atividades essenciais do serviço público e o serviço de educação tenham 70% da força de trabalho disponível por turno e/ou unidade. O não cumprimento da decisão resultará em multa diária de R$ 50 mil.

 

Foto: Gerson Klaina/Tribuna do Paraná.
Foto: Gerson Klaina/Tribuna do Paraná.
Foto: Gerson Klaina/Tribuna do Paraná.
Foto: Gerson Klaina/Tribuna do Paraná.

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