O elefante-marinho resgatado pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR) está em tratamento contra um quadro de pneumonia. O filhote, com idade estimada em três meses, foi encontrado debilitado às margens da praia de Matinhos no dia 26 de dezembro.

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Na ocasião, uma equipe da Polícia Militar realizava patrulhamento de rotina na orla quando identificou o animal. A área foi isolada para evitar a aproximação de curiosos, e os pesquisadores foram acionados imediatamente. Desde então, o filhote está sob cuidados especializados no Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise da Saúde da Fauna Marinha (CReD-UFPR).

No dia do resgate, o elefante-marinho já apresentava sinais clínicos compatíveis com pneumonia, o que exigiu atendimento veterinário imediato. O animal mede cerca de 1,79 metro de comprimento e 65,9 quilos, características que confirmam tratar-se de um filhote ainda muito jovem. 

Uma das hipóteses é que a fêmea tenha escolhido ilhas inabitadas do litoral para ter o filhote, buscando mais tranquilidade e menos interferência humana. Atualmente, o filhote está estabilizado e segue em processo de reabilitação. A expectativa é que, após a recuperação completa, ele possa retornar ao oceano em segurança.

Tratamento

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Desde a internação, ele recebe tratamento médico contínuo. A rotina inclui monitoramento clínico, alimentação controlada e estímulos comportamentais voltados ao desenvolvimento da caça, etapa fundamental para a readaptação ao ambiente natural. Segundo os pesquisadores, o quadro de saúde evoluiu de forma positiva. 

Entre os dados levantados durante o acompanhamento, os pesquisadores destacam que este é o primeiro registro de um elefante-marinho na região. De acordo com a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), a presença do animal reforça a importância do monitoramento da fauna marinha no litoral paranaense.

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