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Educadores discutem ensino voltado à inclusão de estudantes autistas em salas de aula

Educadores de escolas públicas e particulares de Curitiba participaram, nesta quarta-feira (15/4), do ciclo de palestras “Autismo na Escola: Reflexão e Boas Práticas”. A atividade faz parte da programação organizada pelo

Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência

(DPcD) da Secretaria Municipal de

Desenvolvimento Humano

(SMDH) para celebrar o mês dedicado ao autismo.

Para o secretário da SMDH,

Carlos Eduardo Pijak Júnior

, que fez a abertura do evento, o ciclo de palestras marca o compromisso da gestão do prefeito Eduardo Pimentel com a inclusão também na educação. “Cada vez mais estamos trazendo a discussão sobre o autismo para as escolas, para que os estudantes frequentem e permaneçam nas salas de aula”, disse, referindo-se à condição que no final de 2025 afetava 5.851 estudantes da rede municipal de ensino. Desse total, 3.470 estão no Ensino Fundamental e 2.685 na Educação Infantil. Os números são da Secretaria Municipal da Educação.

Inclusão na prática

A coordenadora de Inclusão e Atenção Educacional Especializada da Secretaria Municipal da Educação, Carolina Correa, elogiou a iniciativa e justificou sua necessidade. Segundo ela, a inclusão é um desafio porque não se trata somente de pôr em prática os processos técnicos. “Estamos falando de lidar com processos humanos”, disse.

Também participaram do evento a coordenadora pedagógica do Departamento de Educação Inclusiva da Secretaria Estadual da Educação, Cláudia Saldanha; a diretora do DPcD, Elyse Matos; e a vereadora e ex-secretária da SMDH, Amália Tortato.

Arte e sensibilidade na inclusão

O quadrinista Fúlvio Pacheco, que é coordenador dos espaços Gibiteca e Estúdio Riachuelo, da Fundação Cultural de Curitiba, foi um dos palestrantes do evento e usou sua experiência como autista que descobriu sua condição a partir do diagnóstico dos filhos para falar da abordagem dos estudantes a partir da arte. “É muito interessante o aproveitamento deles quando um mesmo assunto é tratado por meio das histórias sociais que apresentamos a eles”, disse. Essas histórias retratam temas da rotina, como ruídos de relacionamento, e que pessoas com autismo têm dificuldade de compreender na dinâmica social.

Ao lado de Pacheco, a neuropsicopedagoga Jéssica This, que é especialista em Educação Especial e Inclusiva, destacou a necessidade de os professores entenderem quem são e quais as habilidades dos estudantes autistas para propor atividades adaptadas aos seus perfis. “A adaptação é necessária e possível quando conhecemos os alunos”, disse.

Na próxima quarta-feira (22/4), das 14h às 17h, no DPcD, será a vez de os educadores debaterem a inclusão de estudantes adultos no Ensino Superior. A participação é grátis aberta aos profissionais de ensino superior. O DPcD fica na Rua Schiller, 159, Cristo Rei.

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