Um pedido de habeas corpus feito pela defesa de Cristiana Brittes e sua filha, Allana Brittes, pode tirar da prisão ainda em janeiro as duas acusadas de participação no homicídio do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, que morreu de maneira brutal em 27 de outubro do ano passado. A defesa protocolou o pedido no fim de dezembro de 2018, no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ), depois que dois outros pedidos de revogação de prisão foram negados às duas acusadas na 1.ª Vara Criminal de São José dos Pinhais (SJP). Esse é o primeiro pedido de habeas corpus do caso feito ao TJ e a análise pode entrar na pauta a qualquer momento.

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Segundo a defesa, os argumentos para que elas deixem a prisão é que ambas são rés primárias, têm residência fixa, emprego e não há como elas interferirem na investigação do caso porque a apuração já foi finalizada. Cristiana ainda tem uma filha menor de idade, de 11 anos, que está morando com os avós maternos. Ainda segundo a defesa, o pedido está em segunda instância e será julgado pela Primeira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, por desembargadores do Estado.

Pedidos negados

Os outros dois pedidos negados na 1.ª Vara de SJP foram no ano passado. A juíza Luciani Regina Martins de Paula, de primeira instância, negou a prisão domiciliar cujo pedido da defesa se embasava nos mesmos argumentos do novo pedido de agora. Na época, a juíza Luciani Regina argumentou que, mesmo com o fim das investigações, era preciso levar em consideração uma possível coação de testemunhas e vítimas.

Acusados

A morte brutal do jogador Daniel Corrêa Freitas, no último dia 27, em SJP, chocou o país. O empresário Edison Brittes, que assumiu a autoria do crime, está detido no Centro de Triagem da Polícia Civil, em Curitiba, enquanto Cristiana e Allana, sua mulher e filha, respectivamente, encontram-se presas preventivamente na penitenciária de Piraquara. Outros três suspeitos de participar do crime também estão presos.

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Sete pessoas serão denunciadas pelo Ministério Público do Paraná (MP). Cinco delas vão responder por homicídio triplamente qualificado, fraude processual e ocultação de cadáver. Além de responder pela morte de Daniel Corrêa, Edson Brittes vai responder por corrupção de menor e coação de testemunhas. Já Cristiana Brittes está sendo acusada por homicídio qualificado por motivo torpe. Alana Brittes responderá por coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor.

Também se tornaram réus no caso os acusados: Eduardo da Silva, por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor; Ygor King, por fraude processual, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor; David Willian da Silva, por denunciação caluniosa, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor; e Evellyn Brisola Perusso, por falso testemunho e denunciação caluniosa.

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