Curitiba apresentou uma redução significativa na mortalidade por AIDS, registrando 3,3 óbitos por 100 mil habitantes em 2024, abaixo da média nacional de 3,4. A capital paranaense ocupa a sexta posição entre as capitais brasileiras com menores índices de mortalidade pela doença, de acordo com o recente boletim epidemiológico do HIV/AIDS divulgado pelo Ministério da Saúde.
A queda nos índices de mortalidade por AIDS em Curitiba tem sido constante ao longo dos anos. Em 2002, a taxa era de 4,8 óbitos por 100 mil habitantes, caindo para 4,1 em 2023 e chegando a 3,3 em 2024. Esse progresso é atribuído principalmente ao acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba oferece atendimento descentralizado para o diagnóstico e tratamento do HIV/AIDS. Testes rápidos de detecção do vírus estão disponíveis nas 109 unidades de saúde da cidade, com início imediato do tratamento para casos positivos. Atualmente, 45% das pessoas diagnosticadas em Curitiba iniciam o tratamento dentro do prazo ideal de sete dias recomendado pelo Ministério da Saúde, sendo que 18% começam no mesmo dia do diagnóstico.
Outro fator crucial para a redução da mortalidade é a estrutura de vigilância dos pacientes que já manifestaram a doença. As equipes das unidades de saúde monitoram ativamente os pacientes diagnosticados, identificando aqueles que não iniciaram ou interromperam o tratamento, para garantir a continuidade do cuidado.
É importante ressaltar a diferença entre HIV e AIDS. O HIV é o vírus que causa a AIDS, e uma pessoa pode ser portadora do vírus sem manifestar a doença. O tratamento precoce é fundamental para evitar o desenvolvimento da AIDS e interromper a cadeia de transmissão do vírus.
Desde o início da epidemia na década de 1980 até 15 de outubro de 2025 (ano base 2024), Curitiba registrou 14.977 casos de AIDS e 10.040 notificações de infecção pelo HIV. A cidade continua empenhada em oferecer testagem, tratamento e acompanhamento adequados para reduzir ainda mais esses números e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas pelo HIV/AIDS.



