Política pública

Curitiba pode ter nova regra para internação de pessoas com dependência química

Fotografia em enquadramento amplo com plano geral de um corredor hospitalar e a vista parcial de um quarto de internação à esquerda. Em primeiro plano, à esquerda, através da porta aberta, observa-se o interior do quarto com uma cama hospitalar ajustável coberta por lençóis brancos, uma poltrona de descanso preta em couro, uma mesa de cabeceira e uma lixeira branca. No plano intermediário e ao fundo, à direita, estende-se o corredor bem iluminado com paredes amarelas claras e corrimão duplo de proteção em tom escuro. Duas profissionais de saúde vestindo pijama cirúrgico azul e touca descartável caminham de costas no corredor empurrando um carrinho de apoio. O piso claro exibe um detalhe retangular na cor terracota e a iluminação no teto é distribuída uniformemente.
Internação dependerá de laudo médico. Foto: Arquivo/Henry Milleo/Gazeta do Povo.

A proposta que cria a Política Pública de Internação Humanizada para pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade social com dependência química está pronta para ir a plenário na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). A matéria concluiu a tramitação pelas comissões da Casa após receber o aval da Comissão de Saúde e Bem-Estar Social.

O projeto fixa diretrizes para acolhimento e tratamento. Pelo texto, a internação passa a ter caráter excepcional, devendo ocorrer apenas quando o atendimento nos postos e serviços fora dos hospitais não for suficiente.

A intenção é garantir acompanhamento por equipes médicas, psicológicas e sociais, visando à recuperação do paciente e ao seu retorno à família e ao mercado de trabalho. O projeto também proíbe de forma expressa o acolhimento em locais com características de asilo.

Como será a internação?

Tanto a internação pedida pelo próprio paciente quanto a involuntária exigirão laudo médico detalhado. Nos casos em que a internação for feita sem o consentimento da pessoa, o limite máximo inicial será de 90 dias.

Caso haja necessidade de prorrogação, será exigido um novo parecer médico fundamentado. Além disso, a prefeitura ou instituição responsável deverá avisar o Ministério Público, a Defensoria Pública e a família da pessoa internada em no máximo 72 horas.

Quando entra em vigor?

A proposta é de autoria do vereador Eder Borges (Novo) e teve parecer favorável da vereadora Carlise Kwiatkowski (PL). O texto segue os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e alinha Curitiba a modelos já aplicados em cidades como Florianópolis e Porto Alegre.

Com a aprovação na última comissão temática, a matéria entra na fila para ser votada por todos os vereadores no Plenário. Após passar por votação em dois turnos, a pauta passa para a sanção do prefeito e, então, começa a valer após a publicação no Diário Oficial do Município (DOM).

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