Curitiba pode ganhar uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) na Regional Bairro Novo, com atendimento voltado aos moradores dos bairros Ganchinho, Sítio Cercado e Umbará. Para a construção, no entanto, o projeto ainda depende da aprovação de um projeto de lei que prevê a destinação de R$ 6,25 milhões para a construção da UBS Parque Iguaçu.
O texto enviado pela Prefeitura à Câmara Municipal de Curitiba (CMC) autoriza a abertura de crédito adicional suplementar para custear a obra. Segundo a justificativa enviada pelo prefeito Eduardo Pimentel (PSD), a nova estrutura busca ampliar a capacidade de atendimento da região, especialmente no Ganchinho, cujos moradores dependem atualmente das UBSs Sambaqui e Osternack.
De acordo com a prefeitura, o crescimento populacional aumentou a demanda nas duas unidades, contribuindo para filas de espera e maior tempo de atendimento. Dados do Censo de 2022 citados no projeto apontam que o Ganchinho tinha 19.045 habitantes e registrou a segunda maior variação populacional entre os bairros de Curitiba em comparação com o levantamento de 2010.
A construção de uma unidade de saúde entre os bairros Sambaqui e Ganchinho também foi apontada como prioridade pelos moradores no programa Fala Curitiba. Desde 2023, a demanda aparece entre as reivindicações da população e recebeu 391 votos, segundo a mensagem encaminhada pelo Executivo à Câmara.
Os R$ 6,25 milhões previstos para a obra virão da reprogramação de despesas da Reserva de Contingência do orçamento municipal de 2026. O projeto também altera a meta física prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Promessa de campanha
A construção da UBS Parque Iguaçu se relaciona às diretrizes do plano de governo de Eduardo Pimentel para a área da saúde, que prevê a implantação de seis novas Unidades Básicas de Saúde em Curitiba.
O documento, entregue à Justiça Eleitoral na época da eleição, também menciona o projeto de implantação da Unidade de Saúde Janaína, na Regional Tatuquara, além de reformas e readequações estruturais em unidades existentes e reforço das equipes multiprofissionais.
Para que o crédito seja autorizado, no entanto, o projeto precisa ser analisado e aprovado pela Câmara Municipal. O primeiro turno de votação estava previsto para esta segunda-feira (19), mas foi adiado.
Caso seja aprovado e sancionado, a lei entrará em vigor na data de sua publicação. A liberação dos recursos permitirá financiar a obra, mas a construção ainda dependerá das etapas administrativas seguintes.
