A Prefeitura de Curitiba implementou uma estratégia para tornar a cidade mais resiliente às chuvas, combinando grandes obras de macrodrenagem com a exigência de reservatórios de águas pluviais em empreendimentos particulares. Essa medida está prevista na Lei de Zoneamento do município.
De acordo com o Decreto Municipal nº 1.733/2020, a maioria dos loteamentos deve manter uma taxa mínima de 25% de permeabilidade do solo. Quando não é possível atender essa exigência, ou em construções muito grandes, é necessária a instalação de mecanismos de contenção de cheias.
Paulo Vitor Lucca, diretor do Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), explica: “Cada reservatório instalado significa menos água correndo ao mesmo tempo pelas ruas, menos pressão sobre a drenagem e mais proteção para bairros vulneráveis”.
Até o momento, a Smop autorizou cerca de 4.018 projetos com reservatórios, resultando em uma capacidade de armazenamento de aproximadamente 169 mil metros cúbicos de água – equivalente a 68 piscinas olímpicas distribuídas por diferentes bairros.
A engenheira civil Adriana Cristina Serpe Ganho destaca a importância da medida: “A vantagem da construção do tanque de contenção é permitir que a água da chuva do empreendimento seja liberada aos poucos na rede pública de drenagem. Isso ajuda a evitar alagamentos nas ruas e enchentes na região”.
Para obter o alvará de construção, os projetos devem atender às exigências de permeabilidade ou prever a instalação de reservatórios. A Secretaria Municipal do Urbanismo (SMU) é responsável por avaliar os parâmetros urbanísticos e fazer o licenciamento dos empreendimentos.
