A capital paranaense registrou um salto de 25% na taxa média de condomínio entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, conforme aponta recente levantamento da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros voltada para imobiliárias. Com esse aumento, o valor médio do condomínio em Curitiba chegou a R$ 587.
O estudo, que analisou cinco mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais que operam na cidade, considerou o valor médio do condomínio em janeiro de 2026 e sua variação em relação ao mesmo período do ano anterior.
“O condomínio é um custo fixo que pesa cada vez mais no orçamento das famílias e reflete tanto o padrão construtivo quanto os serviços oferecidos pelos empreendimentos. Em Curitiba, esse impacto aparece com mais força em bairros com imóveis maiores e condomínios mais estruturados”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
No comparativo entre as capitais da Região Sul, Curitiba se destaca com a maior alta na taxa de condomínio. O avanço de 25% registrado na capital paranaense supera com folga os percentuais de Porto Alegre (16%) e Florianópolis (8%).
Onde morar custa mais: os bairros com condomínios mais salgados
O levantamento revela que os maiores valores de condomínio em Curitiba estão concentrados em bairros tradicionais, com predominância de imóveis de médio e alto padrão. O Mossunguê lidera o ranking, com taxa média de R$ 1.067 em janeiro de 2026, após um aumento de 33% em apenas um ano. Logo atrás aparecem o Bigorrilho (R$ 940) e o Cabral (R$ 900). Completam a lista de bairros com valores elevados o Água Verde, Juvevê e Campo Comprido.
Esses bairros reúnem uma combinação de fatores que justificam os valores mais altos: tíquetes médios mais elevados, imóveis com maior metragem e empreendimentos com mais áreas comuns e serviços, o que naturalmente se traduz em custos mensais mais altos de manutenção.
“No Mossunguê e no Campo Comprido, por exemplo, o condomínio mais alto acompanha imóveis com tíquetes médios acima de R$ 2 milhões e áreas médias mais amplas, o que naturalmente eleva os custos”, explica Takahashi.
Surpresas no radar: onde o condomínio mais subiu
Quando o foco muda para os maiores crescimentos percentuais, o padrão se torna mais diversificado. As maiores altas do condomínio surgem em bairros onde o valor absoluto ainda é mais baixo, muitos deles fora do grupo dos bairros com os condomínios mais caros da cidade.
O Uberaba surpreende com o maior aumento: impressionantes 100% na taxa média de condomínio entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Também chamam atenção os aumentos na Cidade Industrial (57%), Campo Comprido (54%) e Água Verde (48%). A lista dos bairros com crescimentos expressivos ainda inclui Pinheirinho, Boa Vista, Boqueirão e Santa Cândida.
“Em bairros onde o condomínio parte de um patamar mais baixo, mudanças na composição dos anúncios, como a entrada de empreendimentos mais novos ou condomínios com mais infraestrutura, podem elevar rapidamente a média. Ainda assim, chama atenção o fato de bairros já valorizados também aparecerem entre as maiores altas”, afirma Takahashi.
Como foi feito o levantamento
O estudo considerou anúncios residenciais publicados nas principais plataformas imobiliárias digitais, tratados pela Loft para remoção de duplicidades e inconsistências. Foram analisados cinco mil anúncios, com recorte do valor médio de condomínio em janeiro de 2026 e comparação com janeiro de 2025. A análise contemplou apenas bairros com ao menos 100 anúncios ativos em 2026.



