A maioria dos grandes shoppings de Curitiba reabriu nesta segunda-feira (25), após pouco mais de dois meses fechados por causa do coronavírus. A Tribuna visitou dois destes estabelecimentos e o que se viu foi um movimento baixo, controle na entrada dos clientes e preocupação de funcionários.

Para reabrir, os estabelecimentos tiveram que se adequar às novas normas recomendadas pelo governo estadual. Pelo que a reportagem acompanhou, as principais delas estavam sendo seguidas. A começar pela proibição da entrada de crianças menores de 12 anos e de pessoas com mais de 60 anos nos shoppings.

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A funcionária pública aposentada, Cláudia Oliveira, 63 anos, foi uma das barradas. “Eu precisava trocar uma peça de roupa que tinha comprado em março. Mas eles não me deixaram entrar. Eu não sabia que existia essa norma. Até implorei para o segurança, mas não teve jeito. Tudo bem, regras são feitas para serem seguidas”, conta Oliveira.

Todos que entram nos shoppings têm a temperatura medida. As escadas rolantes tem marcações para respeitar a distância de dois degraus de circulação, assim como as mesas das praças de alimentação. Porém, muitas lojas e restaurantes permaneceram fechados, dando a impressão de que o shopping estava em ‘funcionamento parcial’.

Os clientes que conversaram com a reportagem relataram que o período dentro do shopping foi curto. Muitos precisavam trocar algum produto ou resolver algum problema em uma loja específica. “Precisava ir na loja de celular porque o chip do meu aparelho não estava funcionando. Não enfrentei filas e fiquei menos de 10 minutos lá dentro”, explica a cozinheira Maria Ribeiro, 48 anos. “Precisava trocar um produto em uma loja, mas ela estava fechada. Agora vou aguardar para ver quando eles vão reabrir”, relata o comerciante Willian Alves, 26 anos.

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Mas para quem trabalha e não há a opção de ficar apenas 20 minutos no shopping, a reabertura foi motivo de preocupação. Um funcionário de uma loja de departamento, que pediu para não se identificar, conta que ele e a maioria dos colegas estão com receio.

“Minha esposa está grávida e por isso eu tenho medo. Eu acho ruim, mas não temos o que fazer. Tivemos o contrato suspenso por 30 dias, e neste período entramos no programa do auxílio do governo. Mas é complicado voltar agora. A maioria do pessoal que está trabalhando tem a preocupação de ficar doente”, lamenta o trabalhador. 


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