Uma aeronave do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) decolou de Brasília com destino a Curitiba neste domingo (21) para transportar a bebê Eloise Campos, de 8 meses, para um transplante de fígado na capital paranaense. A criança viajou acompanhada da mãe, Mariana Campos, e da avó, Aline Almeida, apontada como possível doadora.
Eloise apresenta problemas hepáticos desde os cinco meses de idade. Nas últimas semanas, o quadro se agravou e evoluiu para insuficiência hepática, tornando necessária a avaliação para um transplante.
“A minha filha chegou a um quadro de falência hepática. Ela precisa fazer o transplante com urgência, porque essa condição pode provocar outras complicações, inclusive a falência de outros órgãos”, explicou Mariana à Agência Brasília.
Ao chegar à capital paranaense, a bebê será encaminhada ao Hospital Pequeno Príncipe, onde passará por uma nova bateria de exames. Os procedimentos irão confirmar a necessidade do transplante e verificar a compatibilidade da avó para a doação. Caso os critérios sejam atendidos, Eloise poderá seguir para a etapa cirúrgica. “Tenho esperança de que minha filha possa ter uma vida saudável”, afirmou a mãe.
Curitiba é referência em transplantes
O Paraná figura entre as principais referências do país em transplantes de órgãos e tecidos. Segundo dados do Sistema Estadual de Transplantes, o estado realizou 146 procedimentos até abril de 2026. A regional de Curitiba, que também abrange o Litoral e os Campos Gerais, respondeu por 45,89% das doações efetivas registradas no período.
Os transplantes de fígado ocupam a segunda posição entre os procedimentos mais realizados no Paraná, atrás apenas dos transplantes renais. O Sistema Único de Saúde (SUS) administra a fila para recebimento de órgãos com base em critérios médicos e técnicos definidos nacionalmente.
No caso de Eloise, a escolha pelo Hospital Pequeno Príncipe ocorreu em razão da experiência da instituição em transplantes pediátricos, área na qual é referência nacional.
Médico responsável pela missão aeromédica, o major Marcelo Carvalho explicou que a equipe realiza um planejamento detalhado após autorizar o transporte para garantir a segurança da criança durante todo o trajeto.
A preparação envolve a análise prévia do quadro clínico do paciente, a definição dos equipamentos necessários para eventuais emergências e a adaptação da aeronave às necessidades médicas específicas.
“Temos um kit específico que mantém o paciente sempre devidamente fixado, assim como todos os equipamentos utilizados durante o voo”, explicou o médico. “Temos toda a estrutura necessária para realizar o transporte com segurança e conforto, tanto para a paciente quanto para a família”, concluiu.
