O Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa) apresentou nesta quinta-feira (16) os resultados da Operação Vênus, que flagrou irregularidades em clínicas de tratamento estético de Curitiba, após o grande número de denúncias e reclamações registradas nos últimos meses. Dos seis estabelecimentos fiscalizados, cinco apresentaram falhas e tiveram procedimentos criminais instaurados contra si.

A operação, que foi realizada em parceria com o Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito) e da Vigilância Sanitária, encontrou medicamentos, cosméticos e anestésicos vencidos, e aparelhos sem registro na Anvisa.

Além disso, foi constatado que as clínicas reaproveitavam de material que entra em contato com o tecido humano em diversos procedimentos estéticos. ‘Essa prática causa uma série de complicações, como infecções bacterianas e até doenças como hepatite e Aids‘, afirma a delegada titular do Nucrisa, Paula Christiane Brisola.

Entre as lesões mais recorrentes registradas nas reclamações dos consumidores, está a queimadura a laser nos tratamentos de depilação. Além disso, as clínicas também não contavam com profissionais devidamente preparados para realizaram os procedimentos. A investigação também revelou que as clínicas autuadas realizaram promoções em sites de compras coletivas. ‘Muitas dessas clínicas não tinha estrutura para atender a demanda e isso comprometeu a qualidade dos tratamentos‘.

De acordo com médico fiscal do CRM-PR, Luiz Antônio Bittencourt Teixeira a operação também teve como objetivo conscientizar as pessoas que procuram esses tipos de tratamentos estéticos. ‘É preciso estar atento às condições da clínica, saber se te um responsável técnico e um médico responsável pelos tratamentos, e durante o contato com os profissionais, questionar ao máximo para saber se o profissional passa segurança. Quanto mais se informar, melhor‘, afirma.