Operação!

Casa em bairro de Curitiba escondia QG de quadrilha que vendia remédio alucinógeno

Foto: Divulgação/Polícia Civil.

A manhã desta quarta-feira (3) começou agitada para as forças de segurança paranaenses. A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em ação conjunta com a Polícia Militar do Paraná (PMPR), saiu às ruas para desmantelar uma organização criminosa especializada na prescrição, distribuição e venda de cetamina, um medicamento veterinário desviado para uso como droga alucinógena. Uma casa no Bairro Alto escondia o “QG” da quadrilha.

A operação, que acontece simultaneamente em cinco estados brasileiros, busca cumprir 12 mandados judiciais contra os envolvidos no esquema. As equipes policiais estão mobilizadas no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

Para garantir o sucesso da ação, foram mobilizadas as Polícias Civis dos estados envolvidos, além do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O principal objetivo é desarticular completamente o grupo criminoso e interromper o comércio ilegal da substância.

Os policiais trabalham no cumprimento de quatro mandados de prisão e oito de busca e apreensão. Além disso, com apoio dos agentes do MAPA, estão fiscalizando nove estabelecimentos comerciais suspeitos de captação e venda irregular de cetamina.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas em diversas cidades: Curitiba e Fazenda Rio Grande, no Paraná; Mogi das Cruzes, Itapira, Estiva Gerbi, Valinhos, Indaituba, Campinas e São José do Rio Preto, em São Paulo; Belo Horizonte, em Minas Gerais; Várzea Grande, no Mato Grosso; e Macaé, no Rio de Janeiro.

O caso começou a ser desvendado em 21 de maio deste ano, quando uma ação da PMPR resultou na apreensão de 1.171 unidades de cetamina, um anestésico veterinário sujeito a controle especial. O material estava armazenado em uma residência no Bairro Alto, em Curitiba.

À primeira vista, os medicamentos pareciam legais, pois apresentavam notas fiscais e prescrições regulares assinadas por uma médica veterinária. No entanto, ao analisar os documentos fiscais, os investigadores da PCPR identificaram que a substância havia sido adquirida mediante pagamento em espécie, em valores superiores a R$ 100 mil.

Um detalhe chamou a atenção: o registro da compra estava fracionado em diversas notas fiscais emitidas com diferença de apenas minutos entre elas, levantando fortes suspeitas sobre os verdadeiros objetivos da aquisição.

“Ainda, em conjunto com o MAPA, verificamos que a prescritora dos medicamentos apreendidos era uma médica veterinária recém-formada que, entre fevereiro e abril 2025, solicitou autorização ao órgão federal para aquisição de 28 mil unidades do medicamento”, afirma a delegada da PCPR Paula Christiane Brisola.

A partir dessas informações, a PCPR conseguiu identificar toda a estrutura da organização criminosa responsável pela prescrição, distribuição e venda ilegal do medicamento no Paraná e em Santa Catarina para consumo humano. O volume do esquema impressiona: somente entre fevereiro e abril deste ano, o grupo movimentou aproximadamente R$ 10 milhões em cetamina, conhecida popularmente como Special-K ou Ketamina.

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