Um menino de 13 anos morreu atropelado por um caminhão no começo da tarde desta quarta-feira (4), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Ronei Gabriel Pereira da Rocha, que estava de bicicleta, voltava da escola para a casa, quando foi atingido pelo veículo, na Rua Constante Moro Sobrinho, próximo à esquina com a Rua Pedro Valaskiua, quando tentava atravessar a via. “O caminhoneiro sequer parou, passou com tudo por cima dele e depois do acidente ainda fugiu”, contou o tio do menino, Adenilson Pereira da Rocha.

Conforme a Polícia Militar (PM), antes de sair do local do acidente, o caminhoneiro teria ligado para o Siate pedindo socorro e tentou reanimar o menino. Por medo de ser agredido por familiares, ele foi embora, onde foi preso por uma equipe da PM logo depois.

Segundo a família, o homem que conduzia o caminhão estava alcoolizado. “Ele vive dirigindo o caminhão e passa por aqui, toda vez está bêbado”, disse Adenilson. Porém, segundo a PM, o homem não demonstrava sinais de embriaguez, embora somente o teste de alcoolemia, que vai ser feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), vai poder confirmar.

Revoltados, os familiares de Ronei se uniram aos colegas de turma e também a outros conhecidos do menino para pedir por Justiça. Para a família, o motorista do caminhão deveria continuar preso, independente de estar bêbado ou não. “Porque meu sobrinho ele tirou da gente. O que adianta ele ser preso e a Justiça soltá-lo já já? A vida do ser humano não vale nada nesse país”, desabafou Adenilson.

Desconsolada também estava a professora Eliane, que dava aula para o garoto. “Era um bom aluno, bonzinho com todos os colegas e fazia esse mesmo trajeto todos os dias. Horrível pensar que estávamos com ele há pouco e agora ele está morto”, disse, completando que não conseguia acreditar no que estava vendo.

Preso, o motorista do caminhão foi encaminhado à Delegacia de São José dos Pinhais. A PM não informou se o veículo, que é usado no transporte de animais, estava com alguma pendência ou não. De acordo com a PM, o exame para descobrir se o homem estava ou não alcoolizado vai ser feito pela PRF porque os policiais militares não têm o equipamento para o bafômetro. Cabe à Polícia Civil depois determinar o que acontece com o motorista.