A Câmara Municipal de Curitiba vota nesta quarta-feira (10/12), em primeiro turno, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026. O orçamento prevê receitas e despesas brutas de R$ 15,42 bilhões, o maior da história da cidade, com aumento de 6,3% em relação ao ano anterior. A previsão de investimentos é de R$ 1,86 bilhão, 73% a mais que em 2025.
O orçamento líquido, descontadas as operações intra-orçamentárias, é de R$ 14,56 bilhões. Saúde e Educação representam 41% do total, sendo as áreas com maior participação. Das receitas correntes, 57,2% devem vir do próprio município, 18% de transferências da União e 11,8% do Estado.
A principal fonte de recursos será o Imposto sobre Serviços (ISS), com projeção de R$ 2,81 bilhões, seguido pelo IPTU com R$ 1,74 bilhão. As despesas incluem R$ 6,97 bilhões para pessoal e encargos, e R$ 139 milhões para juros e encargos da dívida.
Investimentos e prioridades
Os R$ 1,86 bilhão previstos em investimentos serão destinados a projetos como pavimentação, construção de moradias, calçadas, ciclovias, revitalização de parques e reforma de escolas. Grandes obras incluem o novo Inter 2, o Ligeirão Leste/Oeste e o projeto Bairro Novo do Caximba.
O orçamento incorpora as 100 ações mais votadas no portal Fala Curitiba, que recebeu mais de 50 mil sugestões de 18,7 mil moradores entre março e junho. Saúde, meio ambiente, segurança, educação e obras públicas foram as áreas mais demandadas pela população.
As despesas com saúde e educação estão previstas em 19,55% e 26,05% do orçamento, respectivamente, acima dos limites constitucionais. A LOA 2026 foi elaborada considerando projeções de crescimento do PIB de 1,88%, inflação de 4,56% e taxa Selic de 12,50%.
