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Calor faz aumentar os afogamentos nas cavas

Além do risco de afogamento, cavas não oferecerem condições para banho ou pesca

As altas temperaturas registradas nesta época do ano reforçam a preocupação em relação às cavas existentes na cidade. A Defesa Civil de Curitiba alerta a população para que jamais entre nas águas.

“Risco extremo de afogamento e condições impróprias para banho, pesca ou prática de esportes náuticos tornam as cavas locais a serem evitados pela população. Infelizmente, muitas vezes as pessoas ignoram as placas de alerta e sinalização e insistem em entrar nas águas”, afirma o coordenador técnico da Defesa Civil, inspetor João Batista.

Ele informa que, em dias de calor, aumenta muito o número de visitantes em todos os parques, em especial onde há cavas. A preocupação se justifica porque, historicamente, mais gente morre nas cavas na região de Curitiba do que em todo o litoral do Paraná, nos períodos de verão. “A maioria dos casos ocorre por imprudência das vítimas, em geral adolescentes”, diz Batista.

O perigo é maior nas cavas do que no mar porque o fundo das mesmas é totalmente irregular, podendo chegar a até dez metros de profundidade em alguns trechos. Também há buracos e muito lodo no fundo, o que torna o local uma armadilha para quem se aventura a pular nas águas.

As placas que alertam sobre o perigo são bem visíveis, conservadas e estão localizadas ao longo da margem das águas. No caso do Parque do Passaúna, que tem 6,5 milhões de metros quadrados de área, a fiscalização é tarefa difícil. “Há guardas municipais permanentemente no local para orientar a população, mas o parque é muito grande e, em finais de semana de verão, chega a receber mais de 3 mil visitantes”, comenta.

No Parque Náutico do Iguaçu, onde estão as cavas do Iguaçu, a Guarda Municipal também mantém fiscalização 24 horas por dia e um módulo instalado no local. Mas vale lembrar que este é o maior parque da cidade, com 8,2 milhões de metros quadrados, o que torna difícil monitorar todos os pontos. “Por isso, pedimos que a população colabore e jamais mergulhe nas cavas”, diz o inspetor.

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