Os apartamentos de 65 a 100 m² (metros quadrados) foram os que mais valorizaram em Curitiba no primeiro semestre de 2026. O tíquete médio dos imóveis anunciados nessa faixa passou de R$ 679 mil para R$ 776 mil, uma alta de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025.

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O levantamento é da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, e analisou mais de 19 mil anúncios ativos nas principais plataformas digitais da capital. A pesquisa mostra que a valorização não ocorreu de maneira uniforme entre os diferentes tamanhos de imóveis: enquanto os apartamentos de 65 a 100 m² tiveram a maior alta, os imóveis com mais de 125 m² foram os únicos que registraram queda.

Na faixa que liderou a valorização, o preço médio do metro quadrado também avançou: 14,2%. A área média dos apartamentos analisados nessa categoria é de 82 m².

Apartamento intermediário ganha espaço

Os números sugerem uma preferência do mercado por imóveis que consigam equilibrar espaço e localização. Segundo Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, a faixa de apartamentos de 65 a 100 m² concentra parte da demanda de famílias que procuram mais espaço, mas sem abrir mão da possibilidade de morar em regiões com boa oferta de serviços.

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Esse movimento ajuda a explicar por que os imóveis de tamanho intermediário tiveram desempenho superior ao de outras categorias no período.

Os apartamentos de até 30 m², que incluem muitos studios, tiveram alta de 9,8% no tíquete médio. Já os imóveis de 30 a 65 m² subiram 4%, enquanto a faixa de 100 a 125 m² avançou 5,4%.

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No extremo oposto, os apartamentos com mais de 125 m² tiveram queda de 2,5% no tíquete médio. O preço por metro quadrado nessa categoria recuou ainda mais: 8,4%.

Onde os apartamentos de 65 a 100 m² mais valorizaram

A valorização da faixa intermediária também apresentou diferenças importantes entre os bairros de Curitiba. A Cidade Industrial registrou a maior alta entre os bairros com volume representativo de anúncios: 44,2%. O tíquete médio dos imóveis de 65 a 100 m² chegou a R$ 683 mil.

Na sequência aparecem Portão, com alta de 39,3% e tíquete médio de R$ 738 mil, e Bigorrilho, que avançou 39,2%, chegando a R$ 978 mil. Vila Izabel teve valorização de 36,2%, com preço médio de R$ 996 mil, enquanto o Centro registrou alta de 19,9%, chegando a R$ 870 mil.

O Água Verde, por outro lado, teve comportamento diferente. Apesar de ser o bairro com maior número de anúncios de apartamentos nessa faixa (288), apresentou recuo de 2% no período.

Mercado imobiliário de Curitiba

O desempenho dos imóveis de 65 a 100 m² indica que o mercado curitibano está valorizando uma faixa que oferece uma combinação entre espaço, preço e localização.

Não significa, porém, que esses sejam necessariamente os valores pelos quais os apartamentos estão sendo vendidos. O levantamento considera preços pedidos nos anúncios ativos, comparando os períodos de janeiro a julho de 2025 e de janeiro a julho de 2026.

Para chegar aos dados, a Loft tratou os anúncios para retirar duplicidades e inconsistências. A pesquisa considerou os imóveis classificados de acordo com a área útil declarada nos anúncios e utilizou médias ponderadas pelo volume de anúncios nos bairros com dados comparáveis. A cobertura variou de 83% a 94% dos anúncios, dependendo da faixa de tamanho.

Ainda assim, o contraste entre as categorias revela uma mudança interessante no comportamento do mercado: o apartamento intermediário, com espaço suficiente para uma família e localização que permita acesso à infraestrutura da cidade, foi o tipo de imóvel que mais ganhou valor em Curitiba no primeiro semestre.