Economia

Muito além do aluguel: Airbnb movimenta R$ 2,1 bilhões na economia de Curitiba

Airbnb em Curitiba movimentou R$ 2,1 bi em 2025
Airbnb em Curitiba movimentou R$ 2,1 bi em 2025. Imagem ilustrativa gerada por IA

A expansão do turismo em Curitiba está mudando a forma como os visitantes encontram hospedagem na cidade, o que movimenta uma cadeia econômica que vai muito além dos proprietários de imóveis. Em 2025, a atividade relacionada ao Airbnb em Curitiba gerou mais de R$ 2,1 bilhões na economia local. O montante consta em um estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a partir de dados da plataforma.

O levantamento aponta ainda que a atividade contribuiu com R$ 1,1 bilhão para o Produto Interno Bruto (PIB) da capital. Isso gerou mais de R$ 626 milhões em renda e resultou em quase R$ 190 milhões em tributos. O impacto econômico cresceu mais de 15% em relação a 2024.

Os números ajudam a dimensionar o avanço da hospedagem por temporada em uma cidade que vem ampliando a presença como destino turístico. Além de criar novas opções de acomodação, especialmente em períodos de maior procura, a atividade movimenta setores como alimentação, limpeza, manutenção, transporte e comércio.

Airbnb em Curitiba: 13 mil postos de trabalho

Segundo o estudo, a atividade relacionada à plataforma sustentou mais de 13 mil postos de trabalho em Curitiba em 2025. Parte desse impacto está diretamente ligada à cadeia de serviços criada em torno das hospedagens.

Dados do Airbnb mostram que 70% dos anfitriões da cidade contrataram profissionais de limpeza no último ano. Além disso, outros 50% recorreram a encanadores, eletricistas, carpinteiros e outros profissionais para auxiliar na manutenção dos imóveis.

O reflexo também chega ao setor de alimentação. De acordo com a pesquisa, 85% dos anfitriões recomendaram restaurantes ou cafés locais aos hóspedes.

Para Fiamma Zarife, diretora-geral do Airbnb para a América do Sul, os dados ajudam a entender como a atividade turística pode impactar diferentes setores da economia local.

“Esses dados nos ajudam a compreender como o turismo se transforma e qual é o impacto da atividade na economia local. Foi a partir desse olhar que já firmamos uma parceria com a Prefeitura de Curitiba para compartilhamento de informações agregadas e anônimas sobre tendências de viagem e fluxo turístico”, afirma.

Mais hospedagem para receber turistas

O crescimento da hospedagem por temporada também ocorre em meio à ampliação do fluxo turístico em Curitiba. Em períodos de grande procura, como o Natal, a cidade registra elevada ocupação da rede hoteleira.

Durante o Natal de 2025, conforme informações da prefeitura, Curitiba recebeu mais de 400 mil turistas. Com isso, a ocupação média dos hotéis chegou a 90%, alcançando 100% em algumas regiões da cidade. Nesse cenário, a oferta de imóveis para locação por temporada amplia as alternativas de hospedagem disponíveis para os visitantes.

Uma parceria recente entre o Airbnb e o município, por meio do Curitiba Turismo, busca auxiliar a cidade no planejamento e monitoramento de políticas públicas voltadas ao setor, além de apoiar ações de promoção da capital paranaense como destino.

Além do turismo: modelo permite renda extra para moradores de Curitiba

O impacto do Airbnb em Curitiba também aparece no orçamento dos anfitriões. Quase 75% dos entrevistados afirmaram que receber hóspedes não é sua principal ocupação profissional.

O levantamento aponta ainda que quase 30% dos anfitriões de Curitiba são aposentados. Para cerca de 60% dos entrevistados, a atividade representa uma forma de complementar a renda do dia a dia, já mais de 40% afirmaram que o dinheiro ajuda a cobrir as despesas.

Em um cenário de aumento do custo de vida, mais de 65% disseram ter utilizado a renda obtida com as hospedagens para pagar necessidades como alimentação e outros gastos que ficaram mais caros. Ainda conforme a pesquisa, quase 60% afirmaram que a atividade os ajudou a continuar morando em suas próprias casas no último ano.

Outro dado apontado pelo levantamento é que mais de 90% dos anfitriões entrevistados afirmam que eles próprios ou suas famílias são proprietários dos imóveis anunciados na plataforma.

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