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Curitiba e Região

Não vão sair!

Acampados na Assembleia, servidores encaram frio e incertezas na luta por reposição salarial

  • Por Gustavo Marques

Quatrocentos servidores públicos que passaram a noite dentro da Assembléia Legislativa do Paraná, no Centro Cívico, tiveram o frio e a incerteza das próximas horas como obstáculos na madrugada desta quarta-feira (10). A categoria segue em greve para tentar melhorar a proposta publicada pelo governador Ratinho Júnior para a categoria.

“Foi tenso, pois ficamos aqui no frio e sem muita estrutura. Pensei na comodidade das autoridades do governo que estavam em suas casas e no bem bom. Quem realmente está preocupado com a educação é a gente que luta por melhores condições em todos os sentidos. Quem sente mais em ficar aqui são as pessoas idosas e de outras cidades longe de Curitiba, como a turma de Foz do Iguaçu, oeste do Estado”, disse Angélica Ripari, 31 anos, professora em Paranaguá.

Café da manhã nos corredores

Nos corredores da Assembleia, mesas serviram para o café da manhã dos servidores públicos. Frutas, pães, presunto e café ajudaram os manifestantes logo nas primeiras horas do dia. “Tome um café você também. O dia vai ser longo”, avisava uma senhora para a reportagem da Tribuna do Paraná.

Segurança

A segurança da própria Assembléia solicitou aos organizadores do movimento que alguns objetos de propriedade dos manifestantes sejam colocados em outros espaços ao invés dos balcões. Travesseiros, malas e mochilas poderiam ser arremessados em direção ao plenário da Assembléia. A sede dos deputados estaduais vai ter às 10 horas nova reunião e os grevistas prometem acompanhar a sessão.

“Ninguém sai”

A organização do movimento confirmou que nenhum manifestante irá deixar o local se o acordo não ocorrer. “Nós iremos permanecer e temos esta meta. Aguardaremos uma proposta decente do governo do Estado. Queremos sair e voltar a fazer o que mais gostamos da vida que é trabalhar”, ressaltou Nádia Brixner, diretora da APP Sindicato.

De braços cruzados

Em greve há 16 dias, os servidores “invadiram” as galerias da Assembleia Legislativa do Paraná nesta terça-feira (09), após se sentirem provocados pelo deputado Missionário Arruda (PSL), depois de uma fala sua em plenário em defesa da proposta de reajuste feita pelo Governo do Paraná.

Os grevistas fizeram um ato na manhã de ontem com servidores de todo o Paraná e acompanhavam a sessão do lado de fora. Quando Arruda falou, no entanto, o clima esquentou e deputados chegaram a ser impedidos de sair do prédio.

Depois que eles tomaram as galerias da Assembleia, cerca de 400 servidores resolveram dormir no prédio. Nesta manhã, a polícia segue fazendo um acompanhamento na casa.

O que diz o governo?

Em entrevista ao Bom dia Paraná, da RPC, o secretário de Comunicação Hudson José pediu ‘bom senso’ aos funcionários. “Não há uma negativa do governador em repassar um reajuste, mas há uma realidade e a função do governo é confrontar essa demanda com essa realidade. Temos um fluxo financeiro que não pode ultrapassar o limite constitucional do Tribunal de Contas. Temos que cumprir esse limite para atender esses funcionários e atender a lei. E temos essa proposta de trazer para janeiro 2%. Volto a insistir no bom senso e faço um apelo para que eles sentem a mesa de negociação para que a gente consiga chegar a um desfecho. A população é a grande prejudicada por conta desta paralisação”, disse.

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Servidores invadem Assembleia e mantêm deputados ‘presos’ no plenário

 

 

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41 Comentários em "Acampados na Assembleia, servidores encaram frio e incertezas na luta por reposição salarial"


Julio Cesar
Julio Cesar
10 dias 15 horas atrás

Vai trabalhar no estado quem quer – Nas escolas particulares paga-se melhor mas não existe licença prêmio, tem que ensinar bem e não pode xingar criança que vai para rua.

Tiago Ribas
Tiago Ribas
10 dias 15 horas atrás

Com tantos impostos pagos, o retorno deveria ser exemplar, escolas com ótimas condições de trabalho, professores renumerados de acordo com a infração e sem necessidade de procurar uma escola particular para ter um ensino de qualidade, porém isso não existe.

Gui Pie
Gui Pie
10 dias 13 horas atrás

Tiago, imposto o estado arrecada demais, e precisa de gente direita no governo pra fazer as coisas funcionarem e colocar os ratos pra fora, ou matar se vc me entende… mas professor público tá lá pq quer. Sabe que o estado é benevolente… e a teta é grande. esses profes vermelhos estão colhendo..

H.Romeu Pinto
H.Romeu Pinto
10 dias 16 horas atrás

O problema é que o Rato antes de se eleger era a favor que fosse dado o REAJUSTE e agora que está com o poder na mão não vai dar, e disse que para dar reajuste teria que aumentar impostos e teria que ver com a população…

Gui Pie
Gui Pie
10 dias 13 horas atrás

babaca é quem votou nesse ratinho… e te digo que só tinha um candidato do mesmo partido do JB que prestava… infelizmente, o “apoio $$$” do rato gigante foi maior… agora esses professores tem mais é que se phoder pois tomaram partido “socialista” de ensino e estão colhendo o que plantaram…

Carlos Muniz
Carlos Muniz
10 dias 16 horas atrás

Se, o Governador realmente tem boas intenções com o povo honesto e trabalhador, deve descontar todos os dias não trabalhados desse “professores” e deixar eles dormindo na Assembleia, mesmo porque essa atitude é mamão com açúcar para os deputados da oposição fazerem politica e tentarem se reeleger.

J Carvalho
J Carvalho
10 dias 16 horas atrás

Isso ai com certeza sera feito, eles terão o descontos, porém estão buscando o que é de direito deles.

Kevin Mamar
Kevin Mamar
10 dias 16 horas atrás

Sou totalmente contra aos privilégios que muitos funcionários públicos tem em relação aos da iniciativa privada, agora as coisas precisam ser justas, pq dão reajuste ao Judiciário e ao Legislativo, e para os do Executivo não tem dinheiro? O governador tem medo de mexer com peixes grandes?

J Carvalho
J Carvalho
10 dias 17 horas atrás

Não sou funcionário publico, apoio totalmente a greve deflagrada pelos servidores, o governou lesou e muito essa classe,reposição para o judiciário / tribunal de contas é aplicado e não é parcelado, da forma proposta, a reposição será corroída pela inflação.

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