A pandemia chegou a Curitiba e os próximos 75 dias serão bastante difíceis e de pressão no sistema público da capital. A declaração é da secretária de saúde Márcia Huçulak, que conversou com o ex-ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta a respeito da evolução do coronavirus em Curitiba. Diante do aumento dos casos Huçulak afirmou ainda que irá rever a conversa que terminou com a liberação do funcionamento das academias mesmo com restrições.

A preocupação está ainda maior depois que Curitiba registrou, nesta terça-feira, 85% de ocupação nos leitos de UTIs, além de 510 novos casos e seis mortos por covid-19 em apenas 24 horas, segundo boletim mais recente. “Ele (Mandetta) nos disse que entramos em uma espiral ascendente e que devemos nos preparar. A pandemia chegou ao sul e devemos nos preparar, o baque vai ser grande. Serão 75 dias de muita pressão no sistema de saúde e a população precisa fazer sua parte”, disse a secretária em entrevista ao jornal Boa Noite Paraná, da RPC.

Sobre as academias Huçulak afirmou que, em razão do crescimento dos casos e aumentos das internações, será preciso rever a liberação e partir para um comportamento mais restritivo.”Temos que baixar a movimentação na cidade, a transmissão está muito rápida e o vírus veio. A pandemia chegou a Curitiba”, disse a secretária. “A situação pode mudar a cada dia. Por favor, a população precisa nos ajudar. Fique em casa”, reforçou. Além das academias a prefeitura flexibilizou o horário de funcionamento dos restaurantes da cidade.

Lockdown em Curitiba?

Com o avanço do coronavírus em Curitiba a dúvida a respeito de um lockdown (fechamento completo da cidade) está se tornando cada vez mais frequente. Segundo a secretária, ainda não é o momento, mas a aplicação desta medida extrema depende pura e simplesmente do comportamento da população. “Nesse momento não. Se a população nos ajudar e reduzir o fluxo, vamos conseguir barrar o lockdown, mas nesse tudo é possível”, disse. No Paraná, o secretário de saúde Beto Preto afirmou que avalia o lockdown regional após o aumento de 354% nos casos de covid-19.


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