A cúpula tucana reúne-se em São Paulo na sexta-feira para fechar os entendimentos em torno do candidato do PSDB a presidente. De acordo com fontes ligadas ao partido, o anúncio poderá estender-se também ao nome do candidato que disputará a sucessão do governador Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato a presidente.

Isso porque uma ala da legenda passou parte do dia de hoje analisando dados de uma pesquisa realizada para avaliar a performance do prefeito da capital paulista, José Serra (PSDB), a governador.

A conclusão é de que os dados são altamente favoráveis a Serra. A questão é saber se ele aceitará este desafio. O presidente nacional da sigla, senador Tasso Jereissati (CE), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que antecipou a volta do Canadá para amanhã, confirmaram presença no encontro.

Oficialmente, os tucanos dizem que o encontro servirá para ouvir os nomes mais cotados à disputa presidencial, Alckmin e Serra. Mas, nos bastidores, a convergência em torno do nome do governador de São Paulo ganha corpo a cada dia.

Os serristas negam que exista este entendimento e sustentam que não acreditam na possibilidade de o prefeito deixar o cargo para disputar o Palácio dos Bandeirantes. "Se ele deixar a Prefeitura, será apenas para disputar a Presidência da República", disse um colaborador dele.

Apesar das afirmações dos defensores da candidatura Serra, setores do PFL receberam a sinalização de que os entendimentos para a escolha do candidato ao Palácio do Planalto estão mais favoráveis a Alckmin.

Para os pefelistas, seria uma saída perfeita se Serra aceitasse disputar a sucessão em São Paulo porque o PFL, por meio do vice-prefeito Gilberto Kassab, poderia ficar com o comando da maior prefeitura da América Latina. Apesar dessa torcida, o prefeito do Rio, César Maia (PFL), continua apostando num desfecho favorável a Serra.