O governo de Cuba, através de seu embaixador no México, Jorge Bolaños Suárez, ratificou hoje (08) o Tratado de Tlatelolco, que prevê a não-proliferação de armas nucleares na América Latina.

Até agora, Cuba havia se negado a ratificar o Tratado alegando que ele era ?insuficiente e discriminatório em sua essência e prática?.A assinatura do instrumento se realizou na sede da Chancelaria mexicana, sem a presença do chanceler, Jorge Castañeda.  

Bolaños Suárez indicou que seu país decidiu aderir a este tratado apesar de não ter desenvolvido nem ter intenção de desenvolver armas nucleares, porque tem interesse em ?privilegiar o multilateralismo e alcançar uma paz digna?.

Com a assinatura de Cuba, o Tratado obtém plena vigência em seu propósito de garantir o desarmamento nuclear em toda a região.  

O vice-chanceler mexicano para a América Latina e Caribe  Gustavo Iruegas, presente à cerimônia, disse que com a assinatura de Cuba se completou um período de 35 anos até o tratado entrar em plena vigência.   

O Tratado de Tlatelolco – que adotou o nome do bairro da capital mexicana onde se encontra a sede da Chancelaria azteca – proíbe experiências, uso, fabricação ou aquisição de armamentos nucleares. (AE-ANSA)