Em partida equilibrada, o Cruzeiro derrotou o São Paulo, nos pênaltis, por 6 a 5, após empate no tempo normal por 1 a 1, e conquistou o título da 38.ª edição da Copa São Paulo de Juniores. O jogo foi disputado hoje, no Estádio do Pacaembu, em comemoração aos 453 anos da capital paulista.
Esse foi o primeiro título do time celeste, que por duas havia sido vice: em 1996 (derrota para o América-MG) e 2002 (derrota para a Portuguesa). O Cruzeiro também quebrou um tabu, ao se tornar o primeiro clube fora do Estado de São Paulo a levantar a taça desde 1998 – na ocasião, o Inter foi o campeão.
Com o resultado, o Cruzeiro terminou a Copinha com o melhor ataque (26 gols). Além disso, o clube não perdeu nenhum jogo: foram seis vitórias e dois empate. Por sua vez, o São Paulo, que disputou a sua oitava decisão (o time foi campeão em 1993 e 200) também acabou invicto: sete vitórias e um empate.
Força e equilíbrio
Empolgados com a decisão, os jogadores demonstraram muita vontade no começo do jogo. Porém, eles também foram dominados pela ansiedade e cometeram muitos erros – assim como abusavam das faltas. O primeiro lance de perigo aconteceu aos 9 minutos, quando o atacante Thiago, dentro da pequena área, teve duas chances para chutar, mas acabou desarmado.
Os cruzeirenses tinham dificuldades para penetrar na zaga. Em compensação, as jogadas aéreas deixavam a zaga do São Paulo perdida. Aos 15 minutos, o atacante Jonathas cabeceou no cantinho direito do goleiro Jorge Miguel e quase marcou. Depois desse lance, os times passaram a concentrar o jogo no meio-campo onde fizeram um verdadeiro "show" de passes errados.
A torcida do São Paulo só voltou a se animar aos 32 minutos, quando o atacante Thiago driblou o zagueiro Paulinho e chutou cruzado. A bola passou por todo o gol. Entretanto, o contra-ataque do Cruzeiro foi mortal. O meia Carlos Magno tocou de calcanhar para o lateral Anderson, que bateu forte. Sem chances para o goleiro Jorge Miguel, a bola bateu na trave antes de entrar.
Avassalador
O técnico Marcos Vizolli aproveitou o intervalo para dar uma "sacudida" nos jogadores. O resultado pôde ser visto logo aos três minutos do segundo tempo. Num rápido contra-ataque, o atacante Eric encontrou Thiago livre de marcação. O meia invadiu a área e tocou no canto direito do goleiro Rafael. O gol fez explodir a torcida no Pacaembu.
O empate foi um verdadeiro nocaute para o Cruzeiro, que travou em campo. Com várias oportunidades para virar, o São Paulo se deparou com um problema que atormentou o time nos últimos jogos: a falta de pontaria. O lance mais "incrível" ocorreu com o meia Allan, aos 24 minutos. Após cruzamento de Flávio, o jogador, que estava cerca de quatro metros do gol, cabeceou para fora.
Com o decorrer do jogo, as equipes diminuíram o timo, temendo levar um gol. Até os técnicos decidiram travar o jogo, gastando todas as alterações. Assim, a decisão acabou indo para os pênaltis. As equipes mostraram um bom aproveitamento e o campeão só saiu nas cobranças alternadas. O goleiro Rafael segurou o chute de Bruno César. Paulinho Dias converteu a sexta cobrança e deu o quinto título para o Estado de Minas Gerais.
Ficha técnica: Cruzeiro 1 (6) x 1 (5) São Paulo
Cruzeiro – Rafael; Aldo (Marcos), Maicon, Wellington e Anderson; Paulinho Dias, Carlos Magno, Carlos (Luiz Fernando) e Guilherme; Vinícius (Simões) e Jonathas. Técnico: Enderson Moreira.
São Paulo – Jorge Miguel; Jackson, Aislan, Breno e Alex Cazumba; Luan, Serginho, Flávio (Léo Gonçalves) e Allan (Bruno Formigoni); Thiago (Bruno César) e Eric. Técnico: Marcos Vizolli.
Gols – Anderson, aos 33 minutos do primeiro tempo; Thiago, aos 3 minutos do segundo tempo. Nos pênaltis: Serginho, Léo Gonçalves, Aislan, Jorge Miguel e Eric marcaram para o São Paulo; Bruno César errou. Guilherme, Jonathas, Simões, Luiz Fernando, Wellington e Paulinho Dias marcaram para o Cruzeiro.