Crianças entram na campanha de separação do Lixo que não é Lixo

As 168 escolas da rede municipal de ensino, 154 creches – os CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil) – e 81 CEIs (Centros de Educação Infantil) entram na nova fase da campanha de separação do lixo reciclável em Curitiba. A Campanha Se-Pa-Re, que recomeçou no primeiro semestre deste ano e introduziu os personagens que caracterizam cada tipo de material que pode ser reciclado – metal, papel, vidro e plástico, chama as crianças a participarem de uma aventura. O cartaz com a mensagem "Vem aí uma aventura cheia de ação, emoção e muita diversão! Você não perde por esperar!" desperta a curiosidade dos alunos e deixa uma pista: os personagens da Turma do Se-Pa-Re.

Dentro de algumas semanas as crianças serão premiadas com um gibi que une todos os personagens da Turma do Se-Pa-Re – Ed Metal, Papelucho, Vidrovaldo, Plastilde e Folhinha -, numa emocionante aventura. A história mostra a importância da participação de toda a população para que a quantidade de lixo reciclável separado aumente e apenas o lixo orgânico seja encaminhado para o Aterro Sanitário de Curitiba. A mudança de comportamento do cidadão aumentaria a vida útil do aterro.

O último levantamento feito pelo Departamento de Limpeza Pública já reflete o resultado da campanha da Prefeitura de Curitiba. No mês de julho, a coleta feita pelos caminhões do Lixo que não é Lixo, que recolhe apenas material reciclável, aumentou 43%, comparado ao mesmo período do ano passado.

Na turma da professora Rosana Rompalla, da Escola Municipal Umuarama, que fica no bairro Capão Raso, a mudança de comportamento já é uma realidade na vida da maioria das crianças. Atualmente, dos 34 alunos, 26 já fazem em cada a separação do lixo orgânico e do material que pode ser reciclado. Segundo os alunos, pelo menos dez deles não faziam a separação antes do trabalho desenvolvido pela professora.

O trabalho começou no primeiro semestre quando Rosana decidiu aproveitar a volta da campanha do Se-Pa-Re para trabalhar a importância da separação e como ela deve ser feita. Divididos em duplas, os alunos fizeram cartazes, que ainda estão na sala de aula, e realizaram uma pesquisa em casa com os familiares. "Os personagens da campanha, com seus nomes engraçados, estimulam as crianças. Facilmente, elas aprendem a fazer a separação por tipo de material. No nosso caso, a vantagem é que esta é uma turma participativa e os pais são bem presentes. Isso favorece o resultado positivo", diz a professora.

A menina Bianca Ribeiro Paulino, de 10 anos, conta que a irmã, que já tem 20 anos, foi a que mais teve dificuldade em casa para jogar o lixo no lugar certo. "Antes, tudo era jogado no mesmo lixo. Depois que a professora falou, conversei com a minha mãe que me ajudou a fazer a mudança em casa", conta Bianca.

No Centro de Educação Integral (CEI) Professor Ulisses Falcão Vieira, localizado no bairro Cidade Industrial, a preocupação ambiental já está presente na escola há pelo menos sete anos. Recentemente, na oficina de jogos intelectivos, desenvolvida pela professora Andréia Araújo Lima, as crianças da segunda e terceira séries aprenderam, mais sobre a separação do lixo. "Nosso próximo passo será colocar duas lixeiras em cada sala, uma para o resíduo orgânico e outra para o material reciclável", adianta a diretora da escola, Célia Regina Dallagrana Ogeda. A ação confirma o espírito inovador do CEI, que desenvolveu projetos como a recuperação do bosque da escola, implantação de uma trilha ecológica, estudos da Agenda 21 e na colocação de um conjunto de lixeiras com separação de material pela cor, no ano passado.

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