O primeiro semestre de 2007 foi marcado pelo crescimento da produção industrial em todas as regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se de um sinal evidente da recuperação econômica desse segmento importante e da retomada da capacidade do investimento produtivo, embora se deva reconhecer que o aumento relativo da renda familiar contribui de modo relevante para o aumento do consumo.

A indústria cresceu 8,5% no Rio Grande do Sul (o estado com o maior índice), 7,9% em Minas Gerais, 7% no Paraná, 6,4% em Pernambuco e 4,1% em São Paulo. A média nacional de crescimento chegou a 4,8%.

O crescimento foi mais intenso nas áreas com presença maciça da indústria de máquinas e equipamentos agrícolas, automóveis e extração de minério de ferro, como foi o caso específico de Minas Gerais.

No mesmo período de 2006, o IBGE detectou o crescimento de 4,6% na produção da agroindústria, tendo em vista o excelente desempenho da produção agrícola. Foi o melhor resultado apurado pela instituição desde que teve início a série histórica, em 1992.

Um dado importante da pesquisa do IBGE pode ser extraído dos números relativos ao setor industrial do Estado de São Paulo que, apesar de ter crescido abaixo da média nacional, mesmo assim foi responsável por 40% do total da produção industrial do País. E mais uma vez, o indicativo robustece a perspectiva da chegada do novo ciclo de desenvolvimento, porquanto a produção de bens de capital constituiu o item de maior destaque no cômputo geral.

Para Edgard Pereira, economista-chefe do Instituto de Estudos sobre o Desenvolvimento Industrial (Iedi), os dados do IBGE mostram que a produção industrial está crescendo com base na determinação inteligente de aumentar a produtividade, por intermédio da otimização da capacidade instalada do parque fabril.

A CNI mediu a elevação de 3,3% no pessoal empregado em junho, em relação ao mesmo mês do ano passado. Quanto aos salários pagos aos trabalhadores, houve crescimento de 1% em junho e 4,8% no semestre. Os analistas admitem que o quadro deverá evoluir para níveis muito mais satisfatórios em futuro breve. É o que muita gente aguarda com ansiedade.