CPI quer quebrar sigilo de advogados ligados ao PCC

A CPI do Tráfico de Armas votará na próxima semana requerimento propondo a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de advogados suspeitos de colaborar com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O número de pedidos de quebra de sigilo não foi definido. A comissão já analisa informações sigilosas dos advogados Maria Cristina de Souza Rachado e Sérgio Weslei da Cunha, acusados de comprar gravações de depoimentos prestados na Câmara.

Logo que os deputados levantaram a possibilidade de abrir os sigilos de cerca de 30 advogados, surgiram críticas de entidades ligadas à categoria. "Num universo de milhares de advogados criminalistas, raros são os casos de profissionais envolvidos com o crime", disse o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que propõe a quebra de sigilo. "Estamos diante de um problema, por isso procuramos a Ordem dos Advogados do Brasil para pedir ajuda na investigação.

Jungmann afirmou que as críticas são naturais. Ele disse esperar que a OAB repasse para a CPI informações de sindicâncias internas sobre a possível participação de advogados com facções. Uma das críticas veio do Conselho da Associação dos Advogados Criminalistas de São Paulo (Acrimesp). A entidade divulgou nota para repudiar a divulgação na imprensa dos nomes de 33 advogados que trabalham para membros do PCC: "Não se pode colocar o profissional sob suspeição pelo simples fato de advogar para pessoas envolvidas no crime.

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