Brasília ? A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios (CPMI) está analisando uma nova lista com 700 nomes de funcionários e ex-funcionários de parlamentares que tiveram qualquer contato, por telefone ou movimentações financeiras com pessoas investigadas ligados. O relator da CPMI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse a investigação não significa que as pessoas tenham envolvimento com algum esquema de corrupção.

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"Não se pode dizer que existam indícios e nem envolvidos. O que nós temos até agora são pessoas que tiveram, de alguma forma, contato com os investigados", disse Serraglio. "Por isso, não se pode dizer ainda que haja ilícitos", acrescentou o relator.

A lista de 700 pessoas surgiu de um cruzamento de bases de dados de parlamentares, funcionários e ex-funcionários do Congresso Nacional nos últimos cinco anos com as pessoas e empresas que tiveram o sigilo bancário, fiscal e telefônico quebrado durante as investigações do esquema do mensalão.

Agora, antes de acusar, destacou Serraglio, a CPI dos Correios precisa, mais do que nunca, avançar nas investigações para saber se mais pessoas estão ou não envolvidas no esquema do valerioduto.

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Do total de nomes que aparecem na nova lista, 46 fizeram, ao mesmo tempo, de acordo com o cruzamento, contatos telefônicos e movimentações financeiras com os investigados ligados ou não ao empresário Marcos Valério. Esses serão, de imediato, o alvo principal das investigações da comissão. Osmar Serraglio não quis citar nomes.