O deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), sub-relator da CPI dos Correios para assuntos de fundos de pensão, disse que pretende ouvir na próxima quinta-feira representantes do Prece, fundo dos empregados da Companhia de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae).
O Prece foi o fundo de pensão que teve as maiores perdas em operações suspeitas. Depois de mapeamento feito pelos técnicos da CPI dos Correios, foi constatado que essas perdas estavam objetivamente relacionadas com ganhos obtidos por investidores que tiveram altos lucros em período idêntico, sugerindo que as operações de perdas, numa ponta, e ganhos, na outra, eram perfeitamente casadas.
O deputado baiano repetiu hoje (12) estar convencido de que algumas operações financeiras relacionadas pela CPI foram irregulares e tiveram o objetivo deliberado de proporcionar perdas aos fundos de pensão, de um lado, propiciando altos lucros a alguns investidores privados, por outro.
"Em alguns casos não paira dúvida quanto à existência de irregularidades", salientou ACM Neto. Para o sub-relator, "há casos em que grandes bancos, por serem instituições insuspeitas, foram usados pelo esquema para ocultar operações irregulares". Segundo ele, as apurações feitas pela CPI já comprovaram que alguns bancos importantes estão na lista dos grandes beneficiários com as perdas dos fundos de pensão. Agora os técnicos da CPI buscam os nomes dos investidores que recorreram a esses bancos para fazerem a programação das operações.


