O presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Morais (PFL-PB), afirmou hoje (9) em entrevista coletiva no Senado, que o ex-advogado da Gtech, Enrico Gianelli, está sendo reconvocado para depor na Comissão, não como advogado da empresa, mas como um operador entre Caixa Econômica Federal (CEF), a Gtech e Rogério Buratti. "Ele foi além das balizas da profissão. O depoimento dele é de maior importância para esta CPI", afirmou o presidente.

Gianelle tinha depoimento marcado para esta tarde na CPI dos Bingos, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) lhe concedeu liminar porque ele foi convocado como advogado da Gtech e, nessa situação, poderia manter em sigilo suas relações com a empresa. "Vamos ouvi-lo como cidadão e não com advogado. Aprovaremos hoje o requerimento e ele deve vir na próxima terça-feira", disse.

O presidente afirmou que Gianelle, após seu depoimento à Polícia Federal, trocou e-mails com a assessoria da comissão afirmando que, se convocado, viria depor sem nenhuma restrição. "Mas não foi isso o que aconteceu", afirmou.

Daqui a pouco, a CPI dos Bingos ouve o depoimento de Rogério Buratti, citado pelos dirigentes da Gtech como consultor indicado por Waldomiro Diniz para agir na renovação do contrato da Caixa com a Gtech. Buratti pediu habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas teve a solicitação negada. No entendimento do STF, ele é considerado investigado perante a Justiça e pode ser preso caso se recuse a falar a verdade ou seja pego em contradição.

"Não estamos pensando em prender ninguém. O que a CPI precisa é que o depoimento do senhor Buratti traga a verdade, porque é isso é que interessa ao país", disse o presidente da comissão.